
O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, se licenciou do mandato parlamentar nesta quarta-feira (10/12), primeiro dia de sessões após deixar a prisão. Ele havia ficado uma semana detido, investigado por suspeita de vazar uma operação da Polícia Federal.
Embora afastado da presidência por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, Bacellar ainda poderia exercer o mandato de deputado. A licença, no entanto, interrompe essa possibilidade por tempo indefinido. Ainda não há informações sobre o prazo do afastamento. Se ultrapassar 120 dias, o suplente deve ser convocado.
A decisão não altera o comando da Alerj, que continua com o vice-presidente, Guilherme Delaroli (PL), no exercício interino da presidência. Só uma eventual renúncia de Bacellar ao cargo abriria caminho para uma nova eleição interna, cenário que aliados admitem como possibilidade, mas não para o curto prazo.
Nos bastidores, alguns nomes já circulam como potenciais sucessores caso a renúncia se concretize. Entre eles estão Rodrigo Amorim (União Brasil), Chico Machado (SDS), ambos próximos a Bacellar, além do próprio Delaroli e do deputado licenciado Douglas Ruas (PL).