Bala Juquinha volta e Rio receberá 50 toneladas por mês

Bala Juquinha volta e Rio receberá 50 toneladas por mês

Empresário carioca anuncia que comprou a fórmula da goma e promete relançá-la em setembro deste ano
FRANCISCO EDSON ALVES

Rio – Fim do mistério: o novo dono da marca e da fórmula ultrassecreta da Juquinha, a bala mais famosa do Brasil— cuja fábrica fechou as portas há dois meses, em Santo André (SP), conformeO DIA noticiou com exclusividade —, foi comprada pelo empresário carioca Antônio Tanque, de 57 anos.

Ele é do ramo alimentício e tem lojas no bairro de Madureira, na Zona Norte. A doce notícia é que, segundo ele, a guloseima voltará ao mercado interno e internacional em dois meses. O Estado do Rio será o primeiro a ser reabastecido com 50 toneladas por mês.

“Os fãs da bala Juquinha podem ficar tranquilos. Antes da próxima data dedicada a Cosme e Damião (26 de setembro), queremos estar presentes novamente em todo o território nacional”, assegurou Antônio, que confirmou ter ido a Santo André escoltado por seguranças, buscar a fórmula ultra-secreta da goma de helicóptero.

Antônio diz que o valor milionário pago pela receita, trancada a sete chaves num cofre e protegida por alarmes, é “segredo de estado”. O empresário adiantou, porém, que não comprou o maquinário do ex-dono, o italiano Giulio Luigi Sofio, de 77 anos. “Vamos investir, no primeiro momento, R$ 250 mil na abertura de uma nova linha de produção numa fábrica que já produz pirulitos e doces em Araras, no interior de São Paulo”, revelou o empresário.

E as surpresas não param por aí. Antônio avisa que, além dos tradicionais tutti-frutti, coco, abacaxi e uva, serão acrescentados novos sabores e até balas sem açúcar. “Sabemos que há uma clientela que não pode consumir açúcar por diversos motivos. Vamos pensar nela também”, explica. Avesso a entrevistas, o italiano Giulio, que está vendendo suas máquinas fracionadas a diversas empresas, não comenta o assunto.

Ao serem informados pelo DIA que a Juquinha voltará aos bares, restaurantes e lojas do ramo, fanáticos pela guloseima, que, só no domingo, acessaram mais de um milhão de vezes as redes sociais para lamentar o fim da goma, se disseram aliviados. “Oba! Cheguei a ficar mal”, comentou a professora Fernanda Moreira, 47 anos.

O novo dono da marca Juquinha, Antônio Tanque (na foto, dentro do helicóptero), garante que sua meta é manter a tradição da bala no mercado. Tanto que seu sócio é seu filho, Vitor, de 25 anos, com quem o empresário foi, de helicóptero, buscar a fórmula da bala em São Paulo.

Parceiros em outros negócios do ramo alimentício, os dois estão cheios de planos. “Vamos primeiro, arrumar a distribuição no Brasil. Hoje a bala é mais divulgada e distribuída nos Estados Unidos do que no Brasil”, afirmou Vitor. Outra meta da dupla é o incremento de novos sabores e da versão Juquinha sem açúcar.

O velho mascote ganha traço de geração saúde

Para enaltecer a nova fase da Juquinha, a imagem do menino lourinho, mascote da marca, voltará ao mercado repaginada, com roupas mais justas, que o remetem à saúde e esporte.

“Nos 64 anos de existência da bala, notamos que o menino sempre aparecia com roupas largas, sugerindo uma figura mais rechonchudinha”, diz Gabriel Joaquim, da IGPL Comunicação e Marketing, que desenvolveu a nova estampa.

“Agora ele terá tudo a ver com mais saúde e com o pique das Olimpíadas Rio 2016”, justifica Gabriel, confessando que este é o seu primeiro grande desafio.

No novo traçado, o Juquinha aparece de corpo inteiro e com uma bola de futebol nos pés, reforçando a imagem atlética do mascote.

Por: Alexandra Cavalheiro

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