COLUNA: EFEITO BORBOLETA

FAÇA O BEM SEM OLHAR A QUEM

O aprendizado se torna eficaz a partir dos bons exemplos, isso é fato.
Neste aspecto, o ato de educar, independentemente do sentimento religioso que alguns trazem, tem nos ensinamentos de Cristo ferramentas valiosíssimas de parâmetro para vida e atitudes diante dela. Para os cristãos, Jesus Cristo é o mestre dos mestres, mas mesmo para aqueles que não o são, Cristo é um grande mestre. Isso é inegável!
Para os que se dizem educadores então, as parábolas contadas por Cristo são fontes inspiradoras de orientação e posicionamento. Elas trazem em sua essência um ensinamento de aspecto aparentemente frugal, mas de dimensões avassaladoras. Nelas, o Mestre ensina que importante é romper com os padrões e sair da zona de conforto das relações aparentemente estáveis. É mudar o eixo. Mudar o foco de atenção para o que se tornou marginal e desinteressante socialmente. Seja a ovelha que se desgarrou das noventa e nove ou o filho que se perdeu na vida e retornou em busca de amparo, a lição empreendida é de que esforços devem ser envidados para o cuidado com os que precisam e não para ficar admirando ou administrando os cuidados com os que de nada necessitam. Isso sim é uma grande tolice. Perda de tempo. Mera formalidade.
Talvez não nos atrevêssemos a uma comparação com Cristo, mas devêssemos assumir a máxima de sermos seus imitadores. Mesmo que achemos difícil ou nos sintamos incapazes, nos aproximar desse modelo de imitação é trabalhar em nós o constante exercício de busca da parcela, mesmo que pequena, de amor ao próximo. É o compromisso com o bem, sem olhar a quem. Seria mesmo impossível esse ato?
Devemos acreditar que não, fugindo do vício tolo e inútil do sofismo. Abandonando a hipocrisia do legalismo despótico e burocrático que emperra as ações realmente válidas na mudança de paradigmas, necessária ao desenvolvimento social, político, intelectual e acima de tudo humano das relações.
Afinal, educar é antes de tudo amar.
Ou não será?
Acreditemos que sim.
Deverá.
Pois educar é iluminar, libertar.
E existe ato de amor maior do que conduzir alguém à libertação?
Conhecer não é libertar-se? Romper as amarras da ignorância e poder tornar-se autônomo, condutor de seus próprios anseios.
Esse deve ser o desígnio do verdadeiro educador, conduzir o aprendiz ao autoconhecimento que o libertará.
E como aprendizado ficam os bons exemplos.
Não devemos temer ao caos pessoal quando sua motivação for o olhar para o perdido.
Resgatar alguém da escuridão do ostracismo social, das celas do abandono e do descaso humano é e sempre deverá ser motivo de orgulho, pois moveu o universo.
A borboleta então terá batido suas asas.

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