Moro: governo não deve interferir no Judiciário
Juiz Federal Sérgio Moro chega em evento em Curitiba. 9 de março de 2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer

Moro: governo não deve interferir no Judiciário

Magistrado negou que Lava Jato esteja perdendo força, após divulgação de áudio em que ministro Romero Jucá fala de pacto para conter operação

Sem mencionar diretamente a gravação em que o ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR), sugere um pacto para conter a Operação Lava Jato, o juiz federal Sérgio Moro disse que o governo não deve interferir no Judiciário.

“Assim como a Justiça não interfere na economia, por exemplo”, disse, durante evento em São Paulo na manhã desta segunda-feira (23).

Moro também negou que a operação esteja perdendo ímpeto. “Não é um seriado. A parte mais visível consiste nas diligências de busca e apreensão e prisões, mas existe todo um trabalho de investigação que é feito entre quatro paredes”.

Hoje, a Polícia Federal deflagrou a 29ª fase da operação, batizada de Repescagem, que tinha como alvo principal João Cláudio Genu, que foi assessor do ex-deputado federal José Janene, morto em 2010, e ex-tesoureiro do PP. Ele foi preso em Brasília e encaminhado à sede da Polícia Federal em Curitiba.

Barroso vê fortalecimento institucional

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso também comentou as denúncias que envolvem o ministro Romero Jucá.

Ele vê as instituições fortalecidas com o trabalho da Lava Jato, mas disse que só poderia falar em tese.

“É impensável supor que alguém individualmente tenha capacidade de paralisar instituições para parar determinado jogo”, disse.

Jucá nega pacto de interferência na Lava Jato

Romero Jucá negou, em coletiva de imprensa no início da tarde desta segunda-feira, que tenha falado sobre a Operação Lava Jato no áudio. Segundo ele, a conversa com o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, era sobre “economia”.

O senador licenciado criticou a publicação de frases fora de contexto pelo jornalod_jornall Folha de S.Paulo e disse que “nunca cometeu nenhum ato que possa dificultar qualquer investigação”.

Ele também não deu indícios de que irá renunciar – como já pediu o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino –  após o vazamento de áudio.  O ministro disse que a nomeação para o cargo “é uma decisão do presidente Michel Temer” e que vai ficar no posto pelo tempo que o chefe interino do poder Executivo achar necessário.

Deixe uma resposta