terça-feira, 14 de abril de 2026 - 8:51

  • Home
  • Estado
  • Ano letivo está cada vez mais difícil de fechar na rede estadual

Ano letivo está cada vez mais difícil de fechar na rede estadual

Pelo menos uma escola, no Catete, ainda está ocupada por estudantes

PAOLA LUCAS

Rio – Este ano não deve acabar em 31 de dezembro. Pelo menos no calendário escolar da rede pública estadual. Duas semanas após o aparente fim das ocupações das 70 escolas estaduais, a Secretaria de Educação ainda não definiu como e nem até quando serão repostas as aulas que não foram dadas. Até mesmo porque cerca de 60% dos professores permanecem paralisados. A greve do magistério dura quatro meses e não tem previsão de terminar.

Repor as aulas perdidas aos sábados até o final do ano letivo foi a saída encontrada por algumas escolas para acertar o calendário. A Visconde de Cairu, no Méier, é uma delas. Lá os alunos ainda não conseguiram encerrar o primeiro bimestre, quando já deveriam estar fechando o segundo. Kely Honorato, mãe do Luiz Fernando, aluno do 1º ano do Cairu, não contava com isso.

“Matriculei meu filho em um curso preparatório para não ficar parado durante a ocupação, pago R$ 300 por mês para ele ter aulas aos sábados. Com essas reposições complica tudo. Disseram que ele pode perder o ano por falta. Vim conversar com a diretora mas ninguém me atendeu, um funcionário me disse que estavam todos em conselho. Nem na secretaria tinha gente. Isso é um absurdo”, reclama Kely.

Estudantes assitem às aulas de disciplinas cujos professores não aderiram à greve, que dura quatro meses

Foto: Sandro Vox / Agência O Dia

Mas a falta de professores não é o único problema. O cenário, em algumas unidades, além de alunos ociosos nos pátios entre uma aula e outra, é de muita sujeira. Principalmente, no Colégio Estadual Amaro Cavalcanti, no Catete, onde parte da escola permanece ocupada. Edson Rocha, diretor-geral do Amaro Cavalcanti, afirmou que alunos, funcionários e professores convivem em harmonia e se respeitam quanto a decisão de manter parte da ocupação. Quanto ao calendário, ele explica que deve se estender até fevereiro, mas datas definitivas somente após o fim da greve dos docentes.

No Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, onde o movimento pela desocupação foi dos mais violentos, o clima é de paz. Alunos se preocupam, agora, em acertar o calendário e seguir com os estudos. “Minha mãe já estava aflita pela volta das aulas, mas recuperar os estudos vai ser difícil. Tenho amigos do 2º e 3º ano que vão fazer o Enem e se prejudicaram bastante com esse tempo todo sem aula”, comentou Beatriz Viana, 16, do 1º ano do Mendes de Moraes, primeiro colégio a ser ocupado por jovens que pediam melhorias na infraestrutura das escolas e no ensino. Procurada pela reportagem, a Secretaria de estado de Educação não se manifestou.

VEJA MAIS

Motoristas protestam contra regulamentação do serviço por aplicativo

Motoristas de aplicativo de São Paulo fizeram na manhã desta terça-feira (14) um ato para…

“Todo Mundo no Rio” abre credenciamento para ambulantes no show da Shakira em Copacabana

Imagem meramente ilustrativa da Praia de Copacabana – Foto: Rafael Catarcione O projeto “Todo Mundo…

TRE-RJ homologa recontagem dos votos da eleição de 2022

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) homologou, por unanimidade, nesta terça-feira (14),…

Ir para o conteúdo