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Julgamento de recurso do acidente do voo Rio-Paris de 2009 será realizado na França em 2025

No dia 1º de junho de 2009, avião caiu no meio da noite enquanto sobrevoava o Oceano Atlântico, poucas horas após a decolagem; todos os 216 passageiros e 12 tripulantes a bordo morreram

PATRICK KOVARIK / AFPA bordo estavam passageiros de 33 nacionalidades, incluindo 61 franceses, 58 brasileiros, dois espanhóis e um argentino

O julgamento de recurso do acidente do voo Rio-Paris, que deixou 228 mortos em 2009, será realizado a partir de setembro de 2025, anunciou nesta sexta-feira (20) a Justiça francesa, que absolveu a Airbus e a Air France em primeira instância. O processo ocorrerá no Tribunal de Apelações de Paris “de 29 de setembro de 2025 a 27 de novembro de 2025”, declarou o tribunal. Em 17 de abril do ano passado, o Tribunal Correcional de Paris absolveu a fabricante europeia Airbus e a companhia aérea Air France da acusação de homicídio culposo, embora tenha reconhecido sua responsabilidade civil. O tribunal julgou então que, se ambas empresas cometeram “falhas”, não se “poderia demonstrar (…) nenhum vínculo causal seguro” com o acidente. A Promotoria recorreu à decisão. No dia 1º de junho de 2009, o avião que operava o voo AF447 entre Rio de Janeiro e Paris caiu no meio da noite enquanto sobrevoava o oceano Atlântico, poucas horas após a decolagem. Todos os 216 passageiros e 12 tripulantes a bordo morreram no acidente mais mortal da história das companhias aéreas francesas.

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A bordo do avião, um A330, estavam passageiros de 33 nacionalidades, incluindo 61 franceses, 58 brasileiros, dois espanhóis e um argentino. A tripulação de 12 pessoas era composta por 11 franceses e um brasileiro.  Nos dias posteriores ao acidente, foram encontrados os primeiros restos do avião e os corpos. Mas a fuselagem só foi localizada dois anos depois, a uma profundidade de 3.900 metros. As caixas-pretas confirmaram que os pilotos, desorientados por uma falha quando as sondas de velocidade Pitot congelaram no meio da noite perto do equador, não conseguiram impedir a queda do aparelho, que ocorreu em menos de cinco minutos.

Publicado por Luisa Cardoso
*Com informações da AFP

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