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Organização criminosa planejou apreender urnas para perícia, diz PF

A organização criminosa que queria dar um golpe de Estado no país após a eleição de 2022 planejou apreender urnas eletrônicas para a realização de perícia. A informação foi disponibilizada no relatório divulgado pela Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (26).

Em uma troca de mensagens de Carlos Rocha, do Instituto Voto Legal (IVL), com Eder Balbino, que prestava serviço para a companhia, é revelado o plano.

“Há um plano para apreensão de urnas para perícia forense. A regra de construção é selecionar urnas de todos os modelos com erros revelantes (System run error,
Alsa Player, outros), em todas as UFs”, diz Rocha. “Vamos montar uma lista com até 100 urnas”, prossegue.

O engenheiro está entre os indiciados pela PF no caso. À época, o IVL elaborou um relatório, a pedido do PL, que falava em supostas falhas nas urnas eletrônicas.

Com base no documento apresentado, o PL defendeu que as supostas falhas justificariam a anulação de parte dos votos computados.

À época, o ministro Alexandre de Moraes, que presidia o TSE na ocasião, indeferiu o pedido do PL e condenou os partidos da coligação (que incluía PP e Republicanos) a pagarem uma multa de R$ 22,9 milhões.

A área técnica do TSE apontou falhas na argumentação do PL sobre as urnas eletrônicas.

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