quarta-feira, 20 de maio de 2026 - 1:18

  • Home
  • Política
  • Damares pede suspensão de decisão que autorizou normas sobre aborto em crianças

Damares pede suspensão de decisão que autorizou normas sobre aborto em crianças

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pediu, nesta quarta-feira (8), a anulação da decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que autorizou a publicação de normas sobre aborto em crianças e adolescentes.

As diretrizes fazem parte de uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e foram publicadas nesta quarta pelo Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. Segundo a pasta, a publicação ocorreu “em cumprimento ao regimento do Conanda e à determinação da Justiça”.

Em dezembro, a Justiça Federal do Distrito Federal chegou a suspender a resolução do Conanda sobre aborto, após um pedido de Damares.

No entanto, o desembargador Ney Bello atendeu a um pedido do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop) — organização da sociedade civil –, suspendeu a decisão e autorizou a publicação das normas.

Agora, no pedido enviado ao TRF-1, Damares alega que a decisão contraria princípios constitucionais e compromete a proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Além disso, a senadora argumentou que o Gajop “sequer trouxe aos autos os estudos que afirmam e apontam a necessidade de se implementar as políticas públicas discutidas na tal resolução”.

Resolução

A resolução foi aprovada pelo Conanda em 23 de dezembro. A norma estabelece diretrizes para orientar o poder público em casos de meninas vítimas de violência sexual que buscam o aborto legal. Ela não muda a lei sobre aborto no Brasil.

Entre as diretrizes, por exemplo, está a prioridade ao desejo da criança ou adolescente em casos de divergência com os responsáveis legais, com suporte da Defensoria Pública ou do Ministério Público.

A aprovação do documento gerou repercussão negativa e discordâncias até mesmo dentro do Conanda. O Conselho é ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e composto por representantes do governo e da sociedade civil.

A resolução foi aprovada por 15 votos a favor e 13 contra, todos eles de representantes do governo. Na ocasião, o ministério lançou uma nota informando que “questionou insistentemente” os termos da resolução e fez um pedido de vista — que suspende a discussão por alguns dias.

Representantes da sociedade civil que integram o Conselho responderam acusando a pasta de usar “estratégias de atraso” na elaboração da resolução.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Aplicativo para cinemas ganha suporte que facilita acesso de pessoas surdas às sessões

Equipamento foi criado pela Conecta Acessibilidade (Foto Divulgação) A Conecta Acessibilidade, produtora especializada em acessibilidade audiovisual…

Parecer da 6×1 é adiado em meio à pressão para transição de 10 anos

A Comissão Especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho das atuais…

Brasileiros com diabetes defendem uso de tecnologias no tratamento

Sete em cada dez brasileiros com diabetes (70%) afirmam que a doença afeta de modo significativo…

Ir para o conteúdo