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Após irmã tentar entrar com fone escondido, “kid preto” pede retorno de visitas

A defesa do tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo, do Exército, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o retorno das visitas dos familiares ao militar.

Azevedo, que é um “kid preto”, formado pelas Forças Especiais do Exército, está preso no Comando Militar do Planalto, em Brasília, desde novembro. À época, a Polícia Federal (PF) deflagrou a operação Contragolpe e prendeu cinco militares por suposta participação no plano de golpe de Estado, que continha a organização para o assassinato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin, e o ministro Alexandre de Moraes.

As visitas foram suspensas pelo ministro Alexandre de Moraes em dezembro passado, após a irmã de Azevedo tentar entrar no local com um fone de ouvido escondido dentro de uma caixa de panetone.

Fone de ouvido encontrado dentro de caixa de panetone • Reprodução

Fone de ouvido encontrado dentro de caixa de panetone
Fone de ouvido encontrado dentro de caixa de panetone • Reprodução

O relatório do Exército ao STF aponta que: “Em 28 de dezembro, a irmã portava uma caixa de panetone lacrada a ser entregue ao preso; por ocasião dos procedimentos de verificação dos itens trazidos, no detector de metais o alarme foi acionado. A caixa tinha um fone de ouvido. Ao abrir, tinha o fone, um cabo USB e um cartão de memória. O material foi apreendido”.

Nesta quinta-feira (9), porém, o advogado Jeffrey Chiquini pediu ao STF a reconsideração da suspensão. “Que seja autorizada a retomada das visitas dos familiares previamente habilitados, especialmente da esposa e filha do peticionário, de forma remota, por meio de videoconferência”.

A defesa também aponta que os familiares renunciam ao direito à privacidade das visitas, autorizando que todos os atos sejam acompanhados por militar designado.

Na semana passada, a defesa do tenente-coronel já havia feito um pedido para que fossem retomadas as visitas ao militar na prisão, mas não foi atendida.

Segundo os advogados, Azevedo não sabia da tentativa da irmã. “A conduta da mencionada visitante foi praticada de forma isolada e sem qualquer relação com o custodiado e demais familiares, fato que deve ser considerado para a correta análise do caso”, afirmaram.

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