Morreu nesta quinta-feira (19/06) Francisco Cuoco, um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira. O ator ficou conhecido pelos galãs e protagonistas de novelas. Cuoco deixa três filhos, Tatiana, Rodrigo e Diogo, e netos. A informação foi confirmada pela família do ator ao jornal Folha de S. Paulo.
Cuoco esteva internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, há cerca de 20 dias, e sofria complicações de saúde devido à idade. A causa de sua morte não foi informada, mas ele tratava um ferimento que infeccionou.
Paulista, Cuoco era filho de um imigrante italiano, o feirante Leopoldo, e da dona de casa Antonieta. O casal, que tinha ainda uma menina, Grácia, era muito humilde, e o ator trabalhava com o pai na feira durante o dia. À noite, estudava e tinha planos de se tornar advogado. O interesse pela interpretação veio ainda criança. Cuoco pensava em estudar Direito, mas optou por fazer a Escola de Arte Dramática de São Paulo, onde ficou por quatro anos. Ele entrou para o Teatro Brasileiro de Comédia e no Teatro dos Sete, duas companhias importantes que foram fundamentais para o teatro brasileiro.
Cuoco entrou na televisão no Grande Teatro Tupi, onde peças de prestígio eram apresentadas ao público da extinta TV Tupi. A partir daí, fez diversos trabalhos de muito sucesso na TV. Já no cinema, que era seu sonho quando ainda era feirante, Cuoco atuou menos.
Os sucessos de Cuoco na televisão foram muitos, em tramas como O Astro (1977), Feijão Maravilha (1979), Eu Prometo (1983), O Outro (1987), O Salvador da Pátria (1989). Os papéis de protagonismo foram diminuindo, mas o ator continuou ativo e esteve em Cobras & Lagartos (2008), Passione (2010), O Astro (2011) e Sol Nascente (2016). Seus últimos trabalhos na TV foram participações, como em Salve-se quem Puder (2020) e No Corre (2023).
