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Avançam propostas para criar áreas de conservação na Zona Oeste; ilhas, lagoas e florestas estão no foco

Região do Camorim pode ser uma das novas áreas de preservação ambiental da Zona Oeste

O projeto Ilhas do Rio, coordenado pelo Instituto Mar a Dentro, acaba de finalizar um relatório para propor a criação de uma área de proteção marinha em torno das ilhas de Peças e de Palmas, na costa de Grumari. O documento será entregue ainda este mês a órgãos ambientais federais, estaduais e municipais, como o ICM-Bio, o Inea e a Secretaria Municipal de Ambiente e Clima (Smac). A ideia é estabelecer regras claras para o uso sustentável, proteger a biodiversidade marinha e conter os impactos de um turismo desordenado, que ameaça corais, peixes e crustáceos da região.

O monitoramento realizado pelo programa identificou espécies endêmicas, peixes ameaçados de extinção, além de polvos, lagostas, golfinhos e estrelas do mar. Por outro lado, também foram encontrados lixo de embarcações, restos de redes abandonadas e espécies invasoras como o coral-sol, fatores que aumentam a vulnerabilidade do ecossistema. O grupo recomenda ordenar a pesca esportiva, implementar roteiros de educação ambiental e abrir canais permanentes de diálogo entre usuários e gestores públicos.

O Instituto Estadual do Ambiente planeja ainda a criação do Parque Estadual Marinho das Praias Selvagens, que poderia englobar as mesmas ilhas, alinhando-se à meta internacional de proteger 30% dos mares até 2030, conforme o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal. A proposta, anunciada na COP-16, busca conectar unidades de conservação e ampliar áreas sob proteção integral.

Floresta do Quitite

Em terra firme, a Smac conduz estudos para implantar um corredor ecológico ligando o Parque Nacional da Tijuca às lagoas da Barra e de Jacarepaguá, passando pela Floresta do Quitite, um dos últimos remanescentes contínuos de Mata Atlântica da região. Moradores e associações locais pressionam para transformar a área em unidade de conservação definitiva, argumentando que a vegetação abriga nascentes, cachoeiras e pontos de lazer muito utilizados pela população.

Lagoa do Camorim

Outro avanço concreto foi a criação do Parque Municipal Perilagunar da Lagoa do Camorim, oficializado em março. O biólogo Mario Moscatelli trabalha em um plano de uso para o parque, prevendo visitação monitorada por barcos, placas educativas e limites de acesso, de modo a garantir a recuperação ambiental das lagoas e estimular o ecoturismo. O projeto deve envolver estudantes da rede pública e visitantes em ações de educação ambiental.

A expectativa do poder público é que, com o Brasil sediando a COP-30, iniciativas de conservação ganhem prioridade e recursos.

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