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Justiça Federal garante funcionamento do Memorial do Holocausto no Rio, após tentativa de demolição

Memorial do Holocausto

O Tribunal Regional Federal (TRF) manteve a decisão de primeira instância que impede a demolição do Memorial do Holocausto do Rio de Janeiro, no Mirante do Pasmado, em Botafogo. A ação havia sido movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que argumentava que a obra feria o tombamento da área e comprometeria a proteção cultural reconhecida pela Unesco.

Com a decisão, o espaço cultural e educativo segue funcionando normalmente. Criado para homenagear as mais de 11 milhões de vítimas do Holocausto — entre judeus, ciganos, homossexuais, comunistas e Testemunhas de Jeová —, o memorial ocupa uma área de destaque na Zona Sul da cidade. A informação foi confirmada neste sábado (12) pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

A medida judicial representa uma vitória importante para o Memorial, que foi construído após mais de 30 anos de idealização e inaugurado recentemente, com investimento de R$ 15 milhões provenientes exclusivamente da iniciativa privada. O espaço ocupa uma área de 4 mil metros quadrados cedida pela Prefeitura e abriga um museu de 1,8 mil metros quadrados, com exposições permanentes, experiências interativas e cursos gratuitos de história para estudantes da rede municipal de ensino.

Apesar da conquista recente na Justiça, a Associação Cultural Memorial do Holocausto enfrentou momentos delicados. Em novembro de 2024, o DIÁRIO DO RIO revelou que a instituição enfrentava uma grave crise financeira: funcionários estavam sob aviso prévio, terceirizados da segurança relataram atrasos salariais desde agosto, e as instalações chegaram a funcionar sem ar-condicionado por mais de dois meses. A gestão anunciou uma suspensão temporária das atividades, alegando a realização de uma “grande obra estrutural de manutenção”, embora a motivação real estivesse ligada à falta de recursos.

Segundo os idealizadores, o memorial também desempenha papel estratégico na recuperação de uma área antes marcada pelo abandono e pela violência. Eles afirmam que a preservação do espaço vai além da memória histórica, envolvendo ações contínuas de promoção cultural e educativa. A expectativa é que o equipamento se consolide como um novo polo de visitação, reflexão e formação cidadã no estado, contribuindo para a requalificação do Parque Yitzhak Rabin, em Botafogo, onde está situado.

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