
Depois de uma batalha longa contra o câncer, Preta Gil se despediu da vida no último domingo (20/07), em Nova York. A artista, que deixou uma herança avaliada entre R$ 20 e 30 milhões, morava nos últimos anos em uma casa confortável e com vista de tirar o fôlego no Joá, na divisa das zonas Sul e Oeste do Rio — bairro discreto que virou reduto de nomes como Luciano Huck, Márcio Garcia, Susana Vieira, Xamã e mais recentemente Anitta.
A casa, que se tornou seu refúgio desde 2021, passou por uma reforma completa para ficar do jeitinho que ela queria. O imóvel, afastado do burburinho, tinha visual privilegiado para o Morro Dois Irmãos, praia de São Conrado e toda a extensão da Autoestrada Lagoa-Barra. Era uma paisagem que ela gostava de exibir nas redes sociais, especialmente a partir da área externa, onde passava boa parte do tempo.
O endereço tem uma distância considerável do apartamento do pai, Gilberto Gil, que já há alguns anos mora no edifício Chopin (vizinho ao Copacabana Palace). O próprio Gil chegou a morar em São Conrado por um tempo, antes de se mudar definitivamente para Copacabana, em busca de uma vida mais prática e humanizada (um desejo do próprio cantor que costuma dar umas voltinhas pelo bairro).

A mansão seguia um estilo clean, com toques de casa de campo. Cores claras, móveis sóbrios e uma decoração que mesclava peças de design com objetos colecionados ao longo da vida davam o tom. Um dos ambientes mais pessoais era o altar, montado com imagens de santos e orixás — reflexo direto da espiritualidade que sempre acompanhou a cantora.
Ela chegou a mostrar detalhes da casa após a reforma, com fotos do próprio quarto, do cantinho da neta Sol de Maria, da piscina cercada por vidro para preservar a vista e de espaços abertos voltados para o mar. Era uma casa pensada para acolher e inspirar. E, talvez, para proteger.



