
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) registrou, até o momento, 15.179 salvamentos marítimos na costa fluminense. Número menor em relação às 15.886 ocorrências do mesmo período do ano passado, cujo total em 12 meses foi de 23.655 salvamentos.
Nas águas doces – como lagos, represas e rios -, o CBMERJ já atendeu 168 ocorrências este ano, contra 152, em 2024; que acumulou 247 chamados. Os militares fluminenses também fizeram resgates em poços: 31 afogamentos, em 2025 – mesmo número de 2024.
O número de salvamentos nas águas fluminenses reforça a importância da conscientização sobre os riscos de afogamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), na última década mais de 2,5 milhões pessoas morreram por afogamento; sendo mais de 90% dos casos em países de baixa e média renda. Os principais cenários foram rios, lagos, poços, represas domésticas e piscinas. Ainda segundo a ONU, anualmente, quase 250 mil pessoas perdem a vida por afogamento. Desse total, quase 82 mil são crianças entre 1 e 14 anos.
O Major Fábio Contreiras destaca que a prevenção é a melhor forma de salvar vidas, já que a maior parte das ocorrências pode ser evitada com medidas simples:
“A gente considera o trabalho de prevenção tão importante quanto o trabalho de resgate. É nesse ponto que a gente desenvolve um trabalho forte para conscientizar os banhistas. Nas praias, por exemplo, os nossos guarda-vidas conversam bastante com os turistas e moradores em geral antes mesmo deles chegarem à areia. Com dicas simples a gente consegue salvar vidas”, explicou o bombeiro, reforçando que respeitar algumas medidas é essencial para a prevenção de acidentes e mortes. Entre elas estão:
– Respeitar as cores das bandeiras nas praias e evitar entrar no mar quando o indicativo for de bandeira vermelha. As pessoas devem evitar banhos noturnos; pois são altamente perigosos.
– Uso de colete salva-vidas em rios, lagos e represas, pois o fundo desses locais pode ter lodo, areia, objetos como galhos; podendo prender os banhistas. Além disso, esses lugares contam com profundidades totalmente irregulares e desconhecidas.
* Nas cachoeiras, o grande risco é a cabeça d’água. Uma vez na água, os banhistas devem observar se há aumento do número de galhos, mudança na coloração da água e se a correnteza fica mais forte. Se esses sinais forem identificados, o local deve ser abandonado imediatamente, pois pode ser uma cabeça d’água.
* Quanto ao uso de piscinas em casa, elas devem ter grade ou rede para evitar que crianças ou bebês caiam acidentalmente na água. Os ralos devem ser anti sucção, para não prender alguma parte do nosso corpo. Já as piscinas coletivas devem ter uma botoeira de emergência, e um guardião de piscinas.
No dia 25 de julho é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Afogamento. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para chamar atenção para um problema global e, muitas vezes, silencioso.