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Polícia Civil estoura fábrica clandestina de linha chilena em Anchieta

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O proprietário de uma fábrica clandestina de cerol e linha chilena foi preso, nesta quarta-feira (6), durante uma operação realizada por policiais civis da 17ª DP (São Cristóvão). A ação aconteceu em Anchieta, na Zona Norte do Rio.

No local, os agentes apreenderam dezenas de frascos de cerol, carretéis com linha chilena, máquinas e grande quantidade de insumos.

Segundo os policiais, o letreiro do estabelecimento indicava se tratar de uma serralheria. O local, no entanto, era usado clandestinamente? para a fabricação de linha chilena e cerol.

A fabricação do material era rudimentar, com equipamentos enferrujados. Os policiais encontraram insumos espalhados pelo chão, além de grande quantidade de material pronto para a venda. Tudo foi apreendido e encaminhado para a distrital, após passar por perícia.

O responsável pela fabricação foi autuado em flagrante por crime contra relação de consumo.

Feita com quartzo moído e óxido de alumínio, a linha chilena é considerada extremamente perigosa, por causar acidentes graves e até mortes.

Desde 2019, com base na Lei nº 8.478/2019, o Estado do Rio proíbe a fabricação, venda, uso, porte e posse de linha chilena. A pena para quem transgride a norma pode chegar a três anos de detenção e multa.

Na tarde do último domingo (3), o pintor Jorge Luiz da Silva Marciano, de 38 anos, morreu de forma trágica, depois de ser atingido por uma linha chilena quando passava de moto na Via Light, entre os municípios de Mesquita e Nilópolis, na Baixada Fluminense

Jorge Luiz, que estava com a esposa na garupa, sofreu cortes profundos no pescoço e não resistiu aos ferimentos. O caso está sob investigação dos agentes da 53ª DP (Mesquita).

Somente no primeiro trimestre deste ano, as unidades de urgência e emergência da capital fluminense atenderam 15 acidentes com linhas de pipa. O número é 150% superior ao do mesmo período de 2024, que somou seis casos.

O Disque Denúncia, por meio do programa Linha Verde (0300 253 1177), registrou um avanço nas notificações em 2025: 366 denúncias em todo território fluminense, com 271 delas na capital. No ano passado, foram realizadas 549 denúncias, 380 delas na cidade do Rio.

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