
Guarda-parques do Parque Estadual do Mendanha resgataram um bicho-preguiça que estava pendurado em fios de rede elétrica. Nesta quarta-feira (10), os agentes realizavam um monitoramento matinal na unidade de conservação quando avistaram o animal, que corria risco de ser eletrocutado.
O mamífero estava a seis metros de altura nos condutores de energia. Os profissionais levaram cerca de 35 minutos para tirá-lo dos fios. Após o resgate, o bicho-preguiça foi encaminhado a médicos-veterinários para a avaliação dos seu estado de saúde. O animal foi posteriormente reintroduzido em uma área de mata dentro do parque, na região de Campo Grande.
O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, destacou a alta capacidade técnica dos profissionais e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) para fazer o resgate do bicho-preguiça.
“A escolha dos nossos guarda-parques para acolher e libertar espécies como esta é uma demonstração da alta capacidade técnica do nosso instituto. Um resgate desses reafirma o nosso compromisso com o nosso patrimônio natural”, disse Rossi.



A Preguiça comum é uma espécie com grande ocorrência no ecossistema, apesar de não ser endêmica da Mata Atlântica. Segundo o Inea, o mamífero pode ser considerado como mais um dos muitos animais nativos classificados como animais sinantrópicos.
Tais animais, ao perderem os seus habitats parcial ou totalmente, são forçados a viver ou usar os recursos fornecidos pelos fragmentos de vegetação ainda existentes nas áreas urbanas, sejam conservadas, ou recuperadas (parques, reservas), como aquelas utilizadas para arborização urbana.
Inserido na Mata Atlântica e localizado entre o Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Mesquita, o Parque Estadual do Mendanha é um bioma de grande valor ambiental, econômico e social, pois oferece inúmeros serviços ambientais, com destaque para a manutenção da diversidade biológica, das paisagens de grande beleza cênica e dos sistemas geo-hidrológicos da região.