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Missa Solene marca a reabertura do Museu Histórico e Sacro da Irmandade da Santa Cruz dos Militares

Igreja de Santa Cruz dos Militares / Foto: Alexandre Macieira (Riotur)

No próximo dia 15 de setembro de 2025, a Irmandade da Santa Cruz dos Militares (ISCM) celebra 402 anos, mas quem ganha um grande presente é a cidade do Rio de Janeiro: a reabertura do Museu Histórico e Sacro da Irmandade. Com entrada franca, o espaço funcionará de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, na Rua Primeiro de Março, 36, no Centro da capital fluminense.

A reinauguração do museu acontece após a Missa da Solenidade da Exaltação da Santa Cruz, que será rezada pelo Cardeal Dom Orani João Tempesta, às 12h, na Igreja da Santa Cruz dos Militares. O rito terá concelebração do capelão da Irmandade, Dom Edney Gouvêa Mattoso, Dom Roque e Dom Jeremias e sacerdotes convidados. A cerimônia celebra ainda o aniversário da Irmandade e contará com a presença de autoridades civis e militares, além de uma apresentação da Banda do Exército.

Histórico da Irmandade da Santa Cruz dos Militares

Criada em 1623, a ISCM é uma associação sem fins lucrativos, formada exclusivamente por oficiais do Exército. A Irmandade está ligada ao comendador da Ordem de Cristo, Martin Correia de Sá, que foi o primeiro governador da capitania do Rio de Janeiro, além de Provedor da Irmandade. Através de Martim, o Forte Santa Cruz foi cedido a militares do Exército para a construção de uma ermida, onde está situada a igreja, para dar apoio a viúvas e órfãos dos soldados que defenderam o território brasileiro.

A construção da capela de Santa Vera Cruz, e a intensificação das atividades religiosas promovidas no espaço levaram à construção de Igreja da Santa Cruz dos Militares. Com isso, Martim Correa de Sá é considerado um fundador da Irmandade, atualmente, muito dedicada à assistência social. A entidade é reconhecida pelo município e pelos governos do Estado e Federal como entidade filantrópica.

A entidade tem na Igreja da Santa Cruz dos Militares, cuja construção teve início em 1780, o seu importante patrimônio material. Em 1811, sob o comando de D. João VI, o templo foi sagrado por Dom José Caetano; e protegido pelos Imperadores D. Pedro I e D. Pedro II, que frequentavam Igreja e concederam à associação o título de Imperial Irmandade da Santa Cruz dos Militares. Desde 15 de março de 1923, a Igreja da Santa Cruz dos Militares é agregada à Sacrossanta Basílica do Vaticano, por meio de Bula emitida pelo Papa Pio XI – ano em que a Irmandade comemorou o seu tricentenário de fundação.

Ao longo dos seus mais de quatro séculos de existência, a Irmandade da Santa Cruz dos Militares participou estreitamente da História do Brasil através dos seus oficiais militares. Em tempos de guerra, a instituição levou amparo, especialmente, viúvas e aos órfãos dos combatentes. Em tempos de paz, a sua atuação voltou-se para a assistência social junto à população mais vulnerável da sociedade, através do Centro Social Marcílio Dias, localizado na Penha, na Zona Norte carioca, onde são atendidos adultos e idosos.

Atualmente, a instituição conta com mais de 500 famílias inscritas e mais de 300 pessoas beneficiadas, por semana. Entre os serviços oferecidos no Centro estão os cursos de qualificação profissional para jovens e adultos. Para os idosos, espaço oferece oficinas de artesanato, palestras sobre atualidades, socialização e convivência familiar.

O Centro Social Marcílio Dias é referência na 4ª Coordenadoria de Desenvolvimento Social, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social do Rio de Janeiro, posição que viabiliza a celebração de parcerias com o Posto Municipal de Saúde João Cândido e o projeto Viva Rio, para a oferta de atividades de Educação Física aos idosos atendidos no centro social, segundo a ArqRio.

Ao longo dos anos, inúmeros militares de destaque integraram os quadros Irmandade, como associados ou Provedores, entre os quais: os marechais  Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, Patrono do Exército Brasileiro e Provedor em 1848: Luís Filipe Maria Fernando Gastão de Orléans, Conde D’Eu, Provedor; Severiano Martins da Fonseca, Barão de Alagoas, Provedor entre 1880 e 1883 e 1888 e 1889; Floriano Peixoto, presidente da República, associado; Eurico Gaspar Dutra, presidente da República, associado; Roberto Trompowsky Leitão de Almeida, Patrono do Magistério do Exército, associado; Cândido Mariano da Silva Rondon, Patrono de Comunicações do Exército e associado;  Armando de Morais Âncora, Ministro da Guerra Interino, associado; e os generais Rubens de Bayma Denys, Ministro Chefe do Gabinete Militar, Secretário-Geral do Conselho de Segurança Nacional e Ministro de Estado dos Transportes, associado; Antonio Joaquim Soares Moreira, Ministro do Superior Tribunal Militar, associado; Armando de Morais Ancora Filho, Chefe do Departamento Geral de Pessoal, Comandante Militar do Nordeste e Ministro do Exército Interino, associado, entre outros nomes importantes que ajudaram a construir a história do Exército, do Brasil e do Rio de Janeiro.

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