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Inadimplência no aluguel no Rio cai para 4,1% e atinge menor nível da série

Crédito: sommart/iStock

A inadimplência no aluguel residencial no Rio de Janeiro caiu para 4,1% em março e chegou ao menor patamar desde o início da série histórica do Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA), produzido pela Loft. Em fevereiro, o índice estava em 4,5%.

Com o novo resultado, o estado segue entre os melhores desempenhos do país no pagamento de aluguéis e mantém uma trajetória de queda que já vinha sendo observada desde o fim de 2025.

Segundo a Loft, o indicador acompanha mais de 600 mil contratos de locação residencial com garantia de fiança aluguel administrados pela empresa em todo o Brasil.

Para Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, o cenário no estado vem mostrando consistência. “O Rio de Janeiro tem apresentado, de forma consistente, níveis de inadimplência abaixo da média nacional. A queda para 4,1% reforça um cenário de estabilidade no pagamento dos aluguéis no estado”, afirma.

De acordo com ele, alguns fatores ajudam a explicar esse movimento, como um mercado de trabalho mais resiliente e uma maior organização financeira das famílias, o que tem ajudado a manter o atraso nos pagamentos em níveis mais baixos.

No país, o indicador também recuou. A inadimplência nacional ficou em 5,4% em março, abaixo dos 5,7% de fevereiro, e também atingiu o menor nível desde o início da série, aberta em maio de 2024.

O pico do índice havia sido registrado em julho de 2024, quando 7% dos contratos apresentavam atraso superior a 15 dias.

Na avaliação de Takahashi, o mercado de locação vive um momento mais estável. “A queda para 5,4% em março mostra que o mercado de locação tem passado por um período de maior estabilidade. Mesmo em um contexto de custo de vida ainda pressionado, o nível de emprego e a recomposição de renda das famílias ajudam a sustentar a capacidade de pagamento”, diz.

Entre os fatores que ajudam a explicar a melhora estão o desemprego em patamares historicamente baixos, o reajuste recente do salário mínimo e a acomodação de alguns itens importantes do orçamento doméstico.

A queda da inadimplência apareceu em diferentes regiões do país. No Sul, o índice caiu de 5,5% para 5,1%. No Sudeste, recuou para 5,5%. Já o conjunto formado por Norte, Nordeste e Centro-Oeste registrou 6,4%, também abaixo do mês anterior.

No recorte por estado, o Rio de Janeiro teve o menor percentual entre os analisados, com 4,1% dos contratos em atraso. Na sequência aparecem Espírito Santo, com 4,3%, e Paraná, com 4,6%.

Na outra ponta, Minas Gerais teve o maior índice entre os estados observados, com 6,2%, embora também tenha registrado melhora. Em São Paulo, a taxa caiu para 5,5%, acompanhando o movimento de redução visto no Sudeste.

Para Takahashi, o comportamento espalhado entre diferentes regiões sugere uma mudança menos pontual. “Quando a queda aparece simultaneamente em diferentes regiões e estados, isso indica que o movimento é mais estrutural do que pontual. O mercado de locação parece ter encontrado um patamar mais estável de inadimplência”, afirma.

O levantamento considera contratos com atraso superior a 15 dias e usa uma janela de três meses para comunicação da inadimplência pelas imobiliárias. A base reúne imóveis de perfis variados em todas as regiões do país, de estúdios compactos a casas de alto padrão.

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