
Neste sábado (28/03), o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, após ser preso pela Polícia Federal (PF) na noite de sexta-feira (27/03).
Bacellar foi detido em casa, em Teresópolis, em cumprimento a um mandado de prisão expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Após a prisão, ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, na Zona Portuária do Rio, e posteriormente encaminhado para o sistema prisional.
Bacellar esteve no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, onde teve sua prisão confirmada em uma audiência de custódia. Em seguida, ele foi levado para Bangu 8, presídio que abriga presos de perfil político e midiático.
Rodrigo Bacellar já tinha sido preso em dezembro do ano passado, também na Operação Unha e Carne. Na ocasião, ele foi solto poucos dias depois, mediante medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
A cassação do mandato do deputado estadual vai provocar uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro e um novo cálculo que pode mudar não só a vaga dele, mas também outras cadeiras na Assembleia Legislativa (Alerj). Essa recontagem está marcada para terça-feira (31/03). Isto porque a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina a exclusão dos votos recebidos por Bacellar e a chamada retotalização, um procedimento que recalcula toda a distribuição das vagas com base nos votos válidos restantes.
A defesa de Bacellar se proncunciou com a seguinte nota, assinada por Daniel Bialski e Roberto Podval: “A defesa desconhece completamente os motivos dessa nova prisão decretada, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes”.