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Garotinho acumula 19 ações em 2026

Foto: Leonardo Prado/Câmara dos Deputados

Se Anthony Garotinho imaginava que a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, abriria um período mais tranquilo em 2026, a trégua durou pouco. A condenação do ex-governador na Operação Chequinho foi anulada no fim de março, mas o início do ano mostrou outro cenário: uma nova sequência de ações judiciais, agora em ritmo acelerado.

Segundo levantamento publicado pelo Tempo Real, com base em consulta ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, foram protocoladas 19 ações cíveis e criminais contra Garotinho entre 1º de janeiro e 1º de abril de 2026. Na prática, isso significa uma média de um novo processo a cada cinco dias.

O número, por si só, já chama atenção. Mas pesa ainda mais quando se olha quem está do outro lado. Entre os autores das ações aparecem nomes com peso político, econômico e institucional no estado, o que ajuda a medir o tamanho do desgaste enfrentado pelo ex-governador neste começo de ano.

Um dos casos citados envolve Analine Castro, ex-primeira-dama do estado e mulher de Cláudio Castro, que entrou com ação por calúnia, injúria e difamação na 14ª Vara Criminal. O movimento elevou a temperatura política porque empurra Garotinho para confronto direto com o grupo mais próximo do antigo comando do Palácio Guanabara.

Na mesma lista aparece o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, além da secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Lo Duca Nebel, do ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel, de Nelson Bacellar, de Thiago Rangel, do ex-assessor do governo Fernando Cezar Hackme e do empresário Fernando Trabach. O conjunto dos nomes mostra que a frente de atrito aberta por Garotinho já alcança empresários, figuras da segurança pública, adversários políticos e integrantes do núcleo do poder estadual.

O contraste com o que aconteceu no STF é forte. Em 28 de março, Cristiano Zanin anulou a condenação de Garotinho no caso da Operação Chequinho, ao considerar irregulares provas extraídas de computadores da prefeitura de Campos dos Goytacazes sem perícia técnica adequada e sem preservação da cadeia de custódia. A decisão devolveu fôlego político ao ex-governador, mas esse alívio passou a conviver quase imediatamente com uma nova pressão judicial.

A situação ficou ainda mais embaralhada porque a Procuradoria-Geral da República recorreu da decisão poucos dias depois. No recurso, a PGR sustentou que Zanin contrariou entendimento anterior da própria Corte e pediu revisão do habeas corpus concedido à defesa de Garotinho. Ou seja: nem o capítulo da Chequinho está totalmente encerrado.

No fim das contas, o ex-governador saiu de março com uma vitória importante no Supremo, mas entrou em abril carregando outra imagem: a de um personagem que segue em colisão aberta com meio mundo no Rio de Janeiro. E, por enquanto, 2026 tem sido menos um ano de calmaria e mais uma maratona judicial.

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