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Couto suspende gasto de R$ 730 milhões do Fundo Soberano do RJ aprovado por Castro poucas horas antes de sua renúncia

Imagem gerada por Inteligência Artificial

Ricardo Couto, governador interino do Rio de Janeiro, mandou bloquear a liberação de R$ 730 milhões do Fundo Soberano do estado. O valor tinha sido aprovado poucas horas antes da renúncia do então governador Cláudio Castro e seria destinado a obras de asfaltamento de ruas e contenção de encostas em municípios do interior fluminense.

A decisão foi tomada nesta segunda-feira (20). O dinheiro sairia de uma reserva formada com royalties do petróleo, criada em 2022 com a proposta de financiar projetos estruturantes e ações de médio e longo prazo.

No novo governo, o volume da retirada e a forma como a aprovação ocorreu acenderam o alerta. Quase metade do caixa do fundo seria usada numa única deliberação. Em dezembro de 2025, o Fundo Soberano do Rio tinha pouco mais de R$ 2 bilhões.

A lista de projetos alcança 16 municípios das regiões Norte, Noroeste, Sul Fluminense, Serrana e Lagos. As propostas estavam distribuídas entre três áreas do governo.

No Departamento de Estradas de Rodagem (DER), foram sete projetos para cinco cidades: Natividade, Rio das Flores, Angra dos Reis/Rio Claro, Valença e São Sebastião do Alto. O total previsto era de R$ 248,1 milhões.

Na Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas, foram aprovados dez projetos, um para cada município: Araruama, Cantagalo, Conceição de Macabu, Cordeiro, Macuco, Paty do Alferes, Petrópolis, Rio das Ostras, São José do Vale do Rio Preto e Volta Redonda. O valor somava R$ 232,5 milhões.

Já a Secretaria de Cidades aparecia com um projeto de R$ 250 milhões sem detalhamento sobre destino ou finalidade da verba. À época, a pasta era comandada por Douglas Ruas (PL), hoje presidente da Alerj e nome escolhido pelo partido para a sucessão estadual.

Em nota, Cláudio Castro afirmou que não participou da decisão diretamente. “Nenhum governador integra o conselho, órgão deliberativo responsável pela administração do Fundo Soberano. As decisões são tomadas de forma colegiada, com base em critérios técnicos e legais”, disse Cláudio Castro.

O ex-governador também sustentou que a suspensão pode afetar obras em andamento. “A decisão de limitar a utilização do Fundo implica a suspensão de investimentos em andamento, especialmente em infraestrutura”, afirmou Cláudio Castro.

Segundo ele, os projetos aprovados na última sessão estavam ligados à recuperação de cidades atingidas pelas chuvas do início do ano. “Os projetos aprovados na última sessão são voltados para a reestruturação de cidades do interior atingidas pelas chuvas do início do ano, em obras em estradas, por exemplo”, declarou Cláudio Castro.

Ainda na nota, o ex-governador citou o cenário fiscal do estado para defender a medida. “O Estado apresentou resultados fiscais positivos, com superávit de aproximadamente R$ 7 bilhões e incremento superior a R$ 2 bilhões na arrecadação de ICMS”, disse Cláudio Castro.

Do outro lado, Ricardo Couto afirmou que não foi informado sobre a liberação quando ela foi aprovada. “O governador interino Ricardo Couto afirma que não foi informado sobre o assunto à época e que, por ora, não haverá liberação de recursos do Fundo Soberano”, informou o governo, em nota.

A gestão interina também indicou que os pedidos vão passar por nova análise. “Os projetos apresentados pelas áreas serão analisados pelas instâncias técnicas do novo governo”, informou o governo do Estado do Rio de Janeiro.

Com isso, a liberação do dinheiro fica suspensa até nova avaliação técnica e administrativa do Palácio Guanabara.

Com informações do g1.

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