
Na noite desta sexta-feira (24), a Academia Brasileira de Letras (ABL) deu posse ao seu mais novo imortal: o escritor Milton Hatoum, que ocupa a cadeira 6, antes do jornalista Cícero Sandroni, falecido em junho de 2025. Hatoum é o primeiro amazonense a integrar os quadros da instituição.
Com nove livros de ficção, além de contos e crônicas, Milton Hatoum é conhecido por trabalhos como Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos e Cinzas do Norte, obras premiadas com o Prêmio Jabuti. Ao longo da carreira, o escritor vendeu mais de 500 mil exemplares em 17 países.
Lançada no ano passado, a trilogia “O lugar mais sombrio” trata de dramas familiares vivenciados durante a ditadura militar, entre as décadas de 1960 e 1980. Recentemente, ele também lançou em parceria o filósofo Benedito Nunes a obra “Crônica de duas cidades: Belém e Manaus”, sobre as duas capitais.
Durante a cerimônia de posse, Milton Hatoum destacou que foi formado nos bancos das escolas públicas, “do pré-escolar até a universidade”. Para ele, o ensino público de qualidade é o motor do País. Na ocasião, Hatoum agradeceu ainda aos leitores e professores.
Em seu discurso de posse, o escritor enalteceu o papel da literatura na vida humana e citou as suas influências mais; entre elas: T. S. Eliot, João Cabral de Melo Neto e Guimarães Rosa.
Durante a cerimônia, seguindo o tradicional ritual da Academia, o novo acadêmico recebeu o colar de Rosiska Darcy, o diploma de Lilia Moritz Schwarcz e a espada de Arnaldo Niskier.
