segunda-feira, 4 de maio de 2026 - 3:57

  • Home
  • Rio de Janeiro
  • Nem todo sintoma na gravidez é comum e pode esconder doenças; veja sinais de alerta

Nem todo sintoma na gravidez é comum e pode esconder doenças; veja sinais de alerta

Close-up of pregnant woman’s big hairy belly on bright bokeh lights background.

A gravidez é um período de intensas mudanças no corpo da mulher, mas sintomas considerados comuns, como náuseas, cansaço e inchaço, podem esconder problemas de saúde e exigem atenção quando fogem do padrão. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 20% das gestantes desenvolvem alguma complicação ao longo da gestação, reforçando a necessidade de acompanhamento médico regular.

Entre os desconfortos típicos da gravidez, alguns podem indicar condições mais graves quando se tornam intensos ou persistentes. Náuseas e vômitos frequentes podem estar relacionados à hiperêmese gravídica; inchaços podem sinalizar pré-eclâmpsia; dores de cabeça podem estar associadas à pressão alta; enquanto dor abdominal e falta de ar podem indicar infecções ou alterações no sistema cardiovascular.

Para o ginecologista e obstetra Clayton Fortunato Filho, da Hapvida, é fundamental observar mudanças no padrão dos sintomas. “As manifestações mais comuns da gravidez nem sempre são apenas adaptações do corpo. Quando fogem do esperado, podem indicar condições que precisam de investigação e acompanhamento adequado”, afirmou.

Os sinais de alerta incluem sangramento vaginal, dor abdominal intensa, dor de cabeça forte com alterações visuais, febre, falta de ar importante, diminuição dos movimentos do bebê e perda de líquido. Nesses casos, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

Entre as complicações mais frequentes estão diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, infecções urinárias, anemia e risco de parto prematuro. Muitas dessas condições, segundo especialistas, podem evoluir de forma silenciosa, o que torna o acompanhamento contínuo ainda mais importante.

O pré-natal é a principal ferramenta para identificar precocemente alterações e reduzir riscos para a mãe e o bebê. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o acompanhamento adequado pode diminuir em até 20% as complicações graves durante a gestação. Exames como hemograma, glicemia, sorologias, exame de urina e ultrassonografias fazem parte da rotina recomendada.

Gestantes com mais de 35 anos, adolescentes, mulheres com doenças pré-existentes, obesidade ou histórico de complicações exigem atenção redobrada. Nesses casos, o acompanhamento tende a ser mais frequente e detalhado.

Além do monitoramento médico, hábitos saudáveis também são fundamentais para reduzir riscos. Alimentação equilibrada, controle do ganho de peso e a ausência de álcool e tabagismo estão entre as principais recomendações.

“Quando há alguma complicação, o acompanhamento se torna mais próximo, com mais consultas e exames. Em alguns casos, pode ser necessário antecipar o parto para garantir a segurança da mãe e do bebê”, explicou o especialista.

Receba notícias no WhatsApp e e-mail

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Lula: Desenrola Brasil ajudará população a “tirar corda do pescoço”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (4) que o novo Desenrola…

Oftalmologistas lançam campanha 24 Horas pelo Glaucoma

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) lançaram, nesta…

Avião de bimotor cai e bate em prédio em Belo Horizonte

Um avião bimotor de pequeno porte caiu e atingiu um prédio no Bairro Silveira, região…

Ir para o conteúdo