A noite de domingo (3) terminou em tragédia para o estudante de nutrição da Uerj, Arthur Cortines Laxe Ferreira da Conceição, de 18 anos. Após o clássico entre Flamengo e Vasco, nas proximidades da ala sul do Maracanã, o jovem foi atingido no rosto por um disparo de bala de borracha efetuado por policiais militares da cavalaria. Arthur, que se viu encurralado durante uma confusão gerada por um roubo de celular, perdeu definitivamente a visão do olho direito.
Arthur está internado na Casa de Saúde São José, no Humaitá, na Zona Sul do Rio. O jovem disse que estava com amigos no clássico e deixava o estádio quando houve um tumulto entre torcidas organizadas. Ele afirma que não participava da briga, mas acabou próximo à confusão. “Eu fui contornando o Maracanã sentido Uerj pra pegar o metrô, aí passei na curva e começou outro tumulto. Quando virei pra trás, ouvi os cavalos e já tomei um tiro na cara”, disse o estudante.
De acordo com ele, policiais da cavalaria da PM atuavam para dispersar os torcedores com bombas de efeito moral e gás. Nesse momento, um dos agentes teria atirado a bala de borracha diretamente em sua direção. Arthur foi atingido no olho direito e, segundo os médicos, perdeu a visão do lado ferido.
O Bepe (Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos) e a PMERJ (Polícia Militar) foram procurados para esclarecimentos e informaram que “A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informa que, tanto o comando da Polícia Montada quanto o do Batalhão Especial de Policiamento em Estádios (BEPE), que atuaram na contenção das brigas entre torcedores após o jogo, vão abrir uma averiguação em suas unidades, para elucidação dos fatos e responsabilidades”.