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A Câmara Municipal do Rio de Janeiro aprovou o Projeto de Lei nº 11-A/2025, que cria o Programa Investidor do Amanhã nas escolas públicas municipais. A proposta prevê o estímulo ao estudo de noções básicas de economia e investimentos como atividade extracurricular.
O texto é de autoria dos vereadores Átila Nunes e Marcio Ribeiro. A ideia é oferecer aos estudantes da rede municipal atividades voltadas à educação financeira, com foco em planejamento, orçamento, poupança, crédito, consumo consciente, empreendedorismo e segurança digital.
Pelo projeto, o programa terá caráter extracurricular e deverá ser realizado preferencialmente no contraturno escolar. As unidades de ensino também poderão adotar horários alternativos, desde que não comprometam a grade curricular obrigatória.
Educação financeira e prevenção a golpes
Entre os conteúdos previstos estão noções básicas de economia, como oferta e demanda, inflação e Produto Interno Bruto (PIB). O programa também poderá abordar investimentos de baixo risco, como poupança, CDBs e Tesouro Direto.
Outro ponto do projeto é a prevenção contra golpes financeiros. A proposta inclui orientações sobre proteção de dados pessoais, segurança digital e boas práticas para evitar fraudes.
O texto também prevê atividades práticas e gamificadas, como desafios, simulações de mercado e até uma bolsa de valores simulada, para que os alunos possam entender, de forma segura, como funcionam diferentes estratégias de investimento.
Parcerias poderão ajudar na implantação
A implantação do Programa Investidor do Amanhã poderá contar com cooperação entre o Poder Executivo, órgãos públicos, instituições acadêmicas, entidades do setor financeiro, organizações da sociedade civil e empresas privadas.
Essas parcerias poderão envolver produção de material didático, capacitação de professores, palestras, oficinas temáticas, recursos tecnológicos e ações voltadas também a pais e responsáveis.
O vereador Átila Nunes, autor do projeto, afirmou que a proposta nasceu a partir de uma demanda dos próprios estudantes da rede pública municipal. Segundo ele, “essa proposição legislativa nasce do trabalho desenvolvido pela Câmara Juvenil da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, que identificou a educação financeira como uma das prioridades para a juventude”.