O uso do sistema de pedágio eletrônico sem barreiras, o free flow, começa a apresentar sinais de maturação no Brasil. O levantamento do Sem Parar analisa o desempenho da tecnologia na BR-101 (Rio-Santos) no Rio de Janeiro, primeiro trecho a implementar o modelo no país, em 2023. Os dados do primeiro trimestre de 2026 mostram que o modelo avança não apenas em volume, mas também em frequência e valor das transações.
No período, o volume de passagens em pórticos de free flow cresceu 2,8%, enquanto o índice de recorrência dos usuários subiu 5,6%, indicando maior regularidade no uso. O movimento sugere que a tecnologia começa a se integrar de forma mais consistente à rotina de deslocamento dos motoristas.
O ticket médio das transações atingiu R$ 21,84, com alta de 10,5% no início de 2026. No acumulado desde 2024, o crescimento chega a 31%, em um contexto de maior frequência de uso e ampliação da base de usuários recorrentes.
O comportamento varia ao longo da semana. A utilização é mais concentrada em dias úteis, com alta de 3% no período, o que indica associação do free flow a deslocamentos recorrentes, como trajetos de trabalho.
“Os dados mostram que o uso do free flow deixa de ser pontual e passa a fazer parte da rotina. A recorrência indica que o motorista percebe valor na fluidez e na previsibilidade do trajeto”, afirma Carla Barreiros, diretora de Operações do Sem Parar.