A pressão para acomodar 21 nomes ligados ao grupo político de Waguinho, ex-prefeito de Belford Roxo e aliado do presidente Lula, provocou uma crise interna na PortosRio e levou à exoneração do gerente de Recursos Humanos da estatal, Breno Luiz Lunga.
Segundo relatos ouvidos reservadamente pela coluna, Lunga resistiu à admissão dos indicados por entender que não havia base administrativa para seguir com as contratações nas condições em que elas estavam sendo conduzidas.
O principal entrave era a ausência de aval prévio do Ministério da Gestão e da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. Como os postos destinados aos novos nomeados ainda não tinham criação formal, a área de Recursos Humanos travou a efetivação das admissões.
A decisão contrariou interesses políticos que já vinham ampliando espaço dentro da estatal. O grupo de Waguinho passou a ocupar posições na PortosRio, inclusive com nomes ligados à família do ex-prefeito.
Entre os casos relatados estão Fabiane dos Santos Carneiro, irmã de Waguinho; Matheus Carneiro Barros, sobrinho dele; Silvio David Pio Oliveira; Marcelle Cozzolino de Oliveira; e Sandro Carneiro Monteiro Meirelles.
Os cargos, segundo os relatos, têm salários que chegam a R$ 27,8 mil.
A exoneração de Breno Luiz Lunga expõe a disputa por espaço político na PortosRio e a dificuldade de áreas técnicas em conter indicações quando não há estrutura formalizada para receber novos cargos.
As informações são do Amado Mundo