A Câmara do Rio aprovou, nesta quinta-feira (28/05), o projeto que cria diretrizes para a preservação e difusão da cultura evangélica no município. A proposta, de autoria da vereadora Alana Passos (PL), abre caminho para a criação de um espaço cultural voltado à memória histórica da presença evangélica na cidade.
Pelo texto, a Prefeitura do Rio poderá implementar um centro de memória, de preferência integrado a equipamentos culturais já existentes. A proposta prevê exposições permanentes e temporárias, digitalização e catalogação de acervos, registro de memória oral, manifestações musicais e apoio a pesquisadores e instituições ligadas ao tema.
A vereadora afirma que a medida busca dar visibilidade a uma presença consolidada na vida social do Rio de Janeiro. “As igrejas evangélicas ajudaram a construir a história do Rio e deixaram um legado que precisa ser valorizado, registrado e preservado. Ao longo de décadas, a cultura evangélica marcou o Rio de Janeiro com fé, serviço e participação social. Preservar essa memória é reconhecer parte da nossa própria história”.
Projeto prevê parcerias com denominações evangélicas
O projeto também autoriza o município a firmar convênios e acordos de cooperação com diferentes denominações evangélicas para colocar as medidas em prática.
Ao mesmo tempo, o texto ressalta que as ações deverão respeitar os princípios da laicidade do Estado, da impessoalidade e do pluralismo cultural. Esse ponto busca evitar que a política pública seja confundida com promoção religiosa.
Segundo Alana Passos, a intenção é dar sequência ao reconhecimento da cultura evangélica como patrimônio imaterial do município e garantir um espaço de preservação dessa memória sem violar a separação entre Estado e religião.
A proposta agora segue para sanção ou veto do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).