quarta-feira, 3 de junho de 2026 - 5:40

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Anderson Moraes entra no radar do PL para disputa ao Senado pelo Rio

Foto: Rafael Wallace

A política do Rio de Janeiro ganhou mais um nome no tabuleiro para a disputa ao Senado. Nos bastidores, o deputado estadual Anderson Moraes é apontado como uma possível indicação do Partido Liberal (PL) para concorrer a uma das vagas na eleição deste ano.

Conhecido pelo bordão “Eu não desisto”, Anderson Moraes já ocupou o cargo de secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação e tem atuação marcada pelo alinhamento com as pautas conservadoras na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O movimento em torno de Moraes é sustentado pela proximidade com a família Bolsonaro, de quem tem respaldo político e reconhecimento dentro do campo bolsonarista. Nos corredores do poder, a avaliação é que, se o nome for confirmado, a estratégia será mirar o eleitorado conservador e apresentar o deputado como um quadro fiel às bandeiras de Jair Bolsonaro no estado.

Disputa interna cresceu após saída de Cláudio Castro

A movimentação ocorre depois da desistência de Cláudio Castro, que comunicou a retirada de sua pré-candidatura ao Senado após se tornar alvo de operações da Polícia Federal. A saída abriu uma disputa interna no PL pela vaga que, até então, era tratada como encaminhada para o ex-governador.

Antes de Anderson Moraes entrar nas conversas de bastidor, três nomes já vinham sendo citados dentro do partido para ocupar o espaço deixado por Castro: o líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, o deputado federal Carlos Jordy e o senador Carlos Portinho. A cúpula do partido deve testar esses nomes em pesquisas para medir viabilidade eleitoral.

Sóstenes Cavalcante aparece como um nome com força nacional no partido e boa relação com a direção bolsonarista. Carlos Jordy, por sua vez, tem base eleitoral no Rio e histórico de atuação mais ideológica, o que conversa com parte do eleitorado conservador. Já Carlos Portinho corre por fora tentando viabilizar a reeleição. Ele ocupa a cadeira no Senado desde a morte de Arolde de Oliveira, de quem era primeiro suplente.

Anderson tenta ocupar faixa estadualizada da disputa

A eventual entrada de Anderson Moraes muda um pouco o desenho da disputa interna. Diferente de Sóstenes e Jordy, que têm mandato federal, e de Portinho, que já está no Senado, Moraes poderia ser apresentado como um nome mais ligado ao cotidiano da política estadual e às bases da Alerj.

Essa característica pode pesar caso o PL decida apostar em um nome com maior identificação com a militância bolsonarista fluminense e com capacidade de fazer campanha colada ao debate local, sobretudo em temas como segurança pública, costumes e oposição ao governo federal.

Por enquanto, a definição ainda está aberta. A escolha deve passar pelo cálculo da família Bolsonaro, pela capacidade de cada nome crescer nas pesquisas e pela composição da chapa majoritária do partido no Rio de Janeiro.

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