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Motoristas de ônibus podem entrar em greve no Rio a partir desta sexta-feira

Motoristas do sistema de ônibus do Rio entraram em estado de greve nesta quinta-feira (11/06) após rejeitarem a contraproposta apresentada pelo sindicato patronal Rio Ônibus. A decisão foi tomada em assembleia geral realizada na sede do Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro, que reuniu cerca de 500 trabalhadores do setor.

Com a decisão do estado de greve, os rodoviários permanecem em alerta e podem deflagrar paralisação caso não haja avanço nas negociações. A Rio Ônibus deve apresentar uma nova proposta até o dia 29 deste mês, quando uma nova rodada de avaliação será realizada.

Segundo o presidente do sindicato, Sebastião José, a proposta patronal prevê reajuste de 4,39%, correspondente ao acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) até abril deste ano, com previsão de atualização do índice de maio apenas no próximo dia 12 de junho.

Reajuste considerado insuficiente pela categoria

De acordo com o sindicato, a proposta apresentada resultaria em aumentos considerados limitados diante das condições de trabalho da categoria. No caso dos motoristas de ônibus convencional, o salário passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, um acréscimo de R$ 150,15. Já os motoristas de ônibus articulado da categoria “E” teriam aumento de R$ 180,17, com o salário subindo de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35.

O auxílio alimentação também seria reajustado de R$ 660 para R$ 689, aumento de R$ 29.

Para o sindicato, os valores estão abaixo das necessidades da categoria, que, segundo a entidade, enfrenta jornadas superiores a 14 horas, além de episódios recorrentes de violência urbana, com impactos diretos na saúde física e mental dos trabalhadores.

Impasse e críticas do sindicato

Sebastião José, classificou a proposta como insuficiente e criticou as condições impostas aos trabalhadores. Ele afirmou que a categoria mantém a defesa de uma proposta de dissídio que inclui mudanças estruturais, como:

  • alteração da data-base para 1º de março
  • salário de R$ 5 mil para motoristas de articulados e R$ 4 mil para os demais
  • fim dos contratos temporários e contratação via CLT no sistema BRT
  • tíquete alimentação de R$ 1 mil
  • jornada de trabalho no modelo 5×2
  • manutenção do passe livre para trabalhadores
  • indenização do intervalo de 30 minutos do almoço
  • plano de saúde e odontológico

Queremos apenas o que nos é de direito. Espero que esse impasse entre a prefeitura e o Rio Ônibus seja resolvido, evitando que mais uma vez milhares de usuários paguem o preço dessa briga de poderes”, afirmou o dirigente.

O DIÁRIO DO RIO entrou em contato com a Rio Ônibus, mas até a publicação desta matéria, não obteve resposta.

Greve x Estado de greve

O estado de greve é um estado de alerta formal e mobilização da categoria, onde o trabalho continua normalmente, mas podendo ser interrompido a qualquer momento. A greve, por sua vez, é a paralisação total ou parcial das atividades como forma de pressão para exigir o atendimento de reivindicações.

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