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Morro do Anhanguera, no PNT, recebe 500 mudas nativas em ação de reflorestamento

Crédito: Luciana Sposito

No último domingo (15), voluntários e brigadistas se uniram para dar início ao reflorestamento do Morro do Anhanguera cuja vegetação nativa foi consumida por um incêndio no fim de abril. A área não sofria com queimadas há mais de 10 anos, como destaca Bruno Lintomen, coordenador da Brigada de incêndio do Parque Nacional da Tijuca (PNT) e analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio):

“O Anhanguera estava em processo de regeneração natural e já havia passado por ações de reflorestamento para que alcançássemos a predominância de Mata Atlântica. A iniciativa deste domingo é mais um recomeço na nossa floresta. Para isso melhorar, é necessário acabar com a soltura dos balões”, reforça.

Crédito: Luciana Sposito

O Anhanguera é um dos quatro setores do PNT e teve parte de seu topo atingido por um incêndio provocado pela queda de um balão em abril deste ano. Com parte do solo carbonizado, o Morro teve 24.000 m² de vegetação destruídos – o equivalente a mais de três campos de futebol. Brigadistas do ICMBio e bombeiros do 1º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente (GSFMA) levaram 30 horas para controlar as chamas.

Por conta da topografia da região, com encostas íngremes, além dos quase 700 metros acima do nível do mar, brigadistas e monitores do PNT tiveram que realizar um trabalho prévio para a ação de reflorestamento.

Crédito: Luciana Sposito

Os ambientalistas abriram os berços das novas mudas, prepararam o solo e adiantaram o transporte da maior parte delas para as partes altas do Anhanguera. Ao todo, foram selecionadas 11 espécies: mutambo, aroeira, pau-d’alho, paineira, saboneteira, aldrago, urucum, canela guaicá, pau-jacaré, monjoleiro e carrapeta.

Diante da extensão do dano ambiental, os técnicos escolheram alguns exemplares de rápido crescimento, adequados para recuperar áreas degradadas e ocupar o lugar de exóticas invasoras, como explica o coordenador do Programa de Voluntariado do Parque Nacional da Tijuca e analista do ICMBio, Felipe Martins:

“Como as mudas já chegam com tratamento e alguma maturidade, entre 5 e 10 anos, algumas copas estarão formadas, inclusive algumas delas com frutos. Ainda assim, há espécies que levarão 30 anos para atingirem a maturidade plena”, esclarece Martins, acrescentando que, apesar de parecer muito tempo, “sem intervenções como estas, a floresta levaria mais de um século para atingir um estágio avançado de sucessão ou uma recuperação total.”

Crédito: Luciana Sposito

Os técnicos do ICMBio e do PNT ressaltam que os incêndios florestais são, em sua maioria, evitáveis. Entre as causas mais comuns estão os balões e fogueiras – atividades irregulares que devem ser denunciadas às forças de segurança. A denúncia pode evitar que balões levantem voo e caiam em áreas verdes ou casas, ameaçando a vida das pessoas e a existência de ecossistemas.

Como ser voluntário

Os interessados podem integrar o Programa de Voluntariado do ICMBio. Menores de idade devem estar acompanhados de seus responsáveis legais em todos os momentos das atividades. Atualmente, existem seis modalidades de voluntariado e os interessados podem encontrar mais informações no site do ICMBio.

Denúncias

A população pode realizar denúncias anônimas ligando ou enviando mensagem de WhatsApp pelo Linha Verde do Disque Denúncia: 2253-1177.

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