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Fiscalização de voos irregulares é ampliada na Barra e em Jacarepaguá por órgãos da aviação

Foto: Fabiano Rocha

A fiscalização de voos irregulares e do excesso de ruído de aeronaves na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio, será reforçada por órgãos federais da aviação. A medida foi definida em reunião realizada nesta semana entre o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O encontro foi o quinto já realizado para tratar do tema e contou com a presença do comandante do Decea, brigadeiro Pereira, além de representantes da Anac e dos deputados federais Hugo Leal (PSD-RJ) e Claudio Caiado (PSD), que acompanham as discussões sobre o assunto.

A mobilização ocorre em meio ao aumento das preocupações com a segurança aérea na região, especialmente após o acidente envolvendo dois helicópteros em 14 de junho, que deixou seis mortos, entre eles o cantor norte-americano Oliver Tree.

Fiscalização aponta voos abaixo da altitude permitida

Durante a reunião, ficou definido que o Decea, órgão da Aeronáutica responsável pelo gerenciamento do tráfego aéreo no país, vai intensificar a fiscalização da altura dos voos na região. Já a Anac ampliará a atuação para autuar pilotos e aeronaves que descumprirem as regras estabelecidas.

Segundo o deputado Hugo Leal, os dados obtidos por meio de radares ADS-B indicam que cerca de 34% das aeronaves monitoradas na região operam abaixo da altitude permitida.

“Já tínhamos conquistado o avanço da instalação dos radares ADS-B. Foram eles que revelaram que 34% dos voos na região estão abaixo do permitido. Agora, temos tudo para a resolução final deste problema com a Anac punindo os infratores”, afirmou o parlamentar.

Reuniões com Prefeitura do Rio estão previstas

Além das medidas no âmbito federal, os parlamentares Hugo Leal e Claudio Caiado informaram que devem solicitar uma reunião com a Prefeitura do Rio para discutir normas municipais relacionadas às operações aéreas na cidade. Para Caiado, a articulação entre os órgãos começa a apresentar resultados concretos após anos de debate sobre o tema.

“Essa é uma luta que travamos há muitos anos e que começa a apresentar resultados concretos. Seguiremos cobrando fiscalização rigorosa, responsabilização de quem descumprir as normas e medidas que diminuam os impactos para os moradores da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá”, disse.

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