terça-feira, 6 de outubro de 2026 - 7:59

  • Home
  • Alerj
  • Rodrigo Bacellar é transferido para presídio federal em Brasília

Rodrigo Bacellar é transferido para presídio federal em Brasília

Rodrigo Bacellar atuando na Alerj – Foto: Reprodução/Internet

O ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi transferido na manhã deste sábado (4) para a Penitenciária Federal de Brasília, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Bacellar estava no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, o Bangu 8, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. Antes de seguir para Brasília, ele foi levado à Superintendência da Polícia Federal, na Zona Portuária, para o cumprimento de um novo mandado de prisão preventiva.

O político foi um dos alvos da nova fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na quinta-feira (2). Segundo a Polícia Federal, a investigação apura suspeita de vazamento de informações sobre operações policiais para integrantes do Comando Vermelho.

Nesta etapa, a PF cumpriu 14 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Um dos alvos foi o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

Prisões também miraram Márcio Poncio e Adilsinho

Além das buscas, a Justiça expediu três mandados de prisão preventiva. Os alvos foram Rodrigo Bacellar, o pastor Marcio Poncio, pai da deputada estadual Sarah Poncio, e o contraventor Adilson Coutinho, conhecido como Adilsinho.

Marcio Poncio foi preso na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. Bacellar e Adilsinho já estavam presos quando a operação foi deflagrada.

Adilsinho havia sido preso em fevereiro deste ano em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos. Até então, era considerado o contraventor mais procurado do estado. As investigações apontam indícios de participação dele na produção e venda de cigarros falsificados, na exploração de pontos do jogo do bicho na Zona Norte da capital e em homicídios.

PF apura conexão entre política e contravenção

Nesta fase da Operação Unha e Carne, a Polícia Federal investiga possíveis conexões entre agentes da política fluminense e a contravenção.

De acordo com a corporação, nas fases anteriores foram apreendidas listas atribuídas a Adilsinho com registros de uma suposta mesada paga a políticos, além de doações eleitorais a agentes públicos.

A apuração agora avança sobre um possível esquema de lavagem de dinheiro ligado à nova cúpula do jogo do bicho. O STF também determinou o sequestro de bens e valores até o limite de R$ 22 milhões.

Defesas negam irregularidades

A defesa de Adilson Coutinho informou que o empresário nega o pagamento de vantagens indevidas a políticos ou agentes públicos e afirmou que confia no Poder Judiciário.

A defesa de Rodrigo Bacellar negou que ele tenha atuado para atrapalhar investigações ou beneficiar organizações criminosas. Segundo os advogados: “Está cabalmente demonstrado que Rodrigo da Silva Bacellar não possui mínima vinculação com os fatos apurados, sendo certo que a instrução probatória apoiará as conclusões defensivas e comprovará aquilo que há muito é bradado”.

Já a defesa de Marco Antônio Cabral afirmou que o ex-deputado federal nega qualquer envolvimento com os crimes investigados e segue à disposição das autoridades.

Receba notícias no WhatsApp e e-mail

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Alcolumbre anuncia sessões para discutir e votar fim da escala 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou nesta terça-feira (6) um calendário de deliberação e…

Anvisa aprova novo tratamento para doença do enxerto contra hospedeiro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Niktimvo (axatilimabe), anticorpo…

Campanha busca engajamento para reduzir desperdício de alimento

A campanha #FazAXepa chega às redes sociais de restaurantes, empresas e às feiras e mercados…

Ir para o conteúdo