A tranquilidade dos moradores de Jardim América, na Zona Norte carioca, foi interrompida na madrugada deste domingo após a localização de um explosivo na parte superior de uma unidade de ensino infantil.
O Esquadrão Antibombas da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil precisou ser mobilizado em caráter de urgência para recolher o dispositivo bélico na localidade conhecida como Comunidade do Dique. Assim que alcançaram o endereço indicado, os técnicos antibombas acionaram as diretrizes de isolamento de área e efetuaram as manobras preventivas necessárias, constatando que se tratava de uma bomba de fabricação caseira com características visuais idênticas às de uma granada de mão. O dispositivo foi neutralizado de forma segura e encaminhado para o setor de perícia técnico-científica.
A Polícia Militar detalhou que suas equipes operacionais foram alertadas por canais de denúncia a respeito da iminência de um perigo por conta do material inflamável deixado no perímetro urbano. Com a conclusão bem-sucedida do desmonte do artefato pelas equipes de elite da Core, quaisquer perigos iminentes voltados aos colaboradores da instituição e aos moradores das redondezas foram totalmente neutralizados.
A assessoria da Secretaria Municipal de Educação emitiu um comunicado detalhando que o perigoso artefato de guerra havia sido posicionado na cobertura da Creche Municipal Barbosa Lima Sobrinho. Diante da gravidade da situação, as forças de repressão policial e o time antibombas foram comunicados imediatamente para operacionalizar a varredura e a remoção com o devido zelo técnico. O fato foi notificado na 59ª DP.
O órgão municipal repudiou com veemência a infiltração da criminalidade no ambiente de ensino através de uma manifestação pública oficial.
“A Secretaria Municipal de Educação lamenta profundamente que uma escola seja alvo desse tipo de ocorrência. Toda escola deveria ser local sagrado e não vítima da violência urbana. As aulas ocorrerão normalmente nesta segunda-feira”, diz a nota.
O caso e suas circunstâncias também foram formalmente protocolados junto à 38ª DP (Brás de Pina), unidade distrital que já iniciou os trabalhos de campo e busca por testemunhas para rastrear os responsáveis pela colocação da bomba e entender o contexto do crime na Zona Norte do Rio.