Retirado da disputa pelo Senado pelo Novo RJ, o empresário Mauro Campos anunciou apoio à candidatura de Hélio Secco, do Missão. Campos, empresário da construção civil do Sul Fluminense, ficou em segundo lugar na eleição para prefeito de Volta Redonda em 2024.
A decisão marca um novo capítulo na crise interna do Novo no Rio. Mauro Campos havia feito pré-campanha, foi aprovado em convenção partidária, mas acabou retirado da disputa pela direção da legenda.
Hélio Secco, por sua vez, conhece de perto o ambiente do partido. Ele foi vice-presidente estadual do Novo RJ e deixou a sigla meses atrás. Na ocasião, sua saída ocorreu em meio a divergências sobre a aproximação do Novo com o PL.
Secco seguiu para o Missão, onde se tornou candidato ao Senado.
Segundo relatos de bastidores, a retirada de Mauro Campos teria como objetivo facilitar o caminho dos candidatos do PL ao Senado, os deputados Carlos Jordy e Carlos Portinho.
Nos bastidores do Novo, os nomes apontados como articuladores da mudança são o deputado federal Marcel Van Hattem, uma das principais lideranças nacionais da legenda, e o deputado federal Luiz Lima, que já foi filiado ao PL.
A movimentação ganhou ainda mais força nos dias seguintes. Candidatos a deputado federal e estadual do Novo participaram de uma reunião com Carlos Jordy e Carlos Portinho, reforçando a aproximação entre as duas legendas na disputa eleitoral.
Mauro Campos, porém, decidiu seguir outro caminho. Contrariado com a retirada de sua candidatura, ele não aderiu ao apoio aos nomes do PL e anunciou que ficará ao lado de Hélio Secco.
A escolha aproxima dois nomes que romperam, em momentos diferentes, com a condução política do Novo no Rio. Secco saiu do partido após discordar de sua relação com o PL. Campos deixou a corrida ao Senado depois de uma decisão partidária tomada após sua aprovação na convenção.
Com o apoio de Mauro Campos, Hélio Secco tenta ampliar seu espaço entre o eleitorado que busca uma candidatura de oposição aos grupos políticos tradicionais e também entre antigos apoiadores do Novo no estado.
O efeito da aliança poderá ser medido nas próximas pesquisas de intenção de voto para o Senado no Rio de Janeiro.
