
Preso desde julho, após atacar policiais civis que tentavam apreender o adolescente Menor Piú – suspeito de atuar como segurança de um dos líderes do Comando Vermelho e de participar de uma série de roubos de veículos no Rio – em sua então residência no Joá, na Zona Oeste, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, agora conta com os serviços de defesa do desembargador aposentado Siro Darlan.
O imbróglio no Joá resultou ainda em processos por tráfico de drogas, associação para o tráfico, dano ao patrimônio público, desacato, lesão corporal, ameaça e resistência qualificada. Orum já era investigado em processo que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e apura disparo de arma de fogo em um condomínio de São Paulo, em dezembro de 2023.
Recentemente, Siro Darlan teve negada a solicitação para devolver os bens apreendidos do rapper. A negativa do pedido partiu do ministro Rogerio Schietti Cruz.
Siro Darlan desempenhou funções como desembargador da 7ª Câmara Criminal do TJRJ até março de 2023, quando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por unanimidade, aposentá-lo compulsoriamente.
No ano anterior, o CNJ abriu um procedimento disciplinar contra o então desembargador para apurar uma visita ao ex-governador Sérgio Cabral no presídio da Polícia Militar em Niterói. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), o encontro entre Darlan e Cabral teria ocorrido em 6 de abril de 2022 e durado cerca de 30 minutos.
Na ocasião, Siro Darlan, que integrava a 7ª Câmara Criminal, era responsável por analisar processos ligados ao ex-governador fluminense, condenado a mais de 400 anos de prisão por vários crimes. Com a repercussão do caso, o desembargador se declarou impedido de atuar nos casos relacionados a Sérgio Cabral.
O desembargador aposentado, começou a atuar na função junto à 7ª Câmara Criminal do TJRJ, em 22 de novembro de 2004. Antes, já havia atuou na área da Infância e Juventude, como juiz titular da 2ª e depois da 1ª Vara da Infância e Juventude no Rio, entre 1991 e 2004.
A carreira de Siro Darlan foi marcada por polêmicas. Em 2019, por conta de suspeita de sentenças em plantões judiciais, Darlan foi alvo de investigação da Polícia Federal.
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