
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizou nos dias 19 e 20 de fevereiro a Operação Voe Seguro RJ e abordou 43 aeronaves e 47 tripulantes em nove aeródromos do estado do Rio de Janeiro. As informações são do portal AeroIn.
Ao todo, foram aplicadas duas medidas cautelares: uma interdição de aeronave e a suspensão das habilitações de um piloto. A fiscalização também identificou oito indícios de transporte aéreo clandestino (Taca) e irregularidades documentais de operadores.
A ação contou com dez inspetores que atuaram de forma simultânea em aeroportos e helipontos, com foco na documentação de pilotos e aeronaves, registros de operadores e listas de passageiros. A operação incluiu serviços como voos panorâmicos e lançamentos de paraquedistas.
Em um dos casos, um helicóptero foi interditado no Aeroporto de Jacarepaguá após realizar voo panorâmico sem autorização. Três passageiros haviam acabado de desembarcar e outros quatro aguardavam embarque. A aeronave era privada e não tinha permissão para prestar serviço aéreo.
“O transporte aéreo clandestino é crime, e tanto a empresa quanto o piloto podem ser responsabilizados pela prática irregular. A Anac seguirá intensificando as ações de fiscalização e conscientização em todo o país”, afirmou Joicy Góis, gerente técnica de Execução da Ação Fiscal da Anac.
A operação integra a campanha nacional “Confiança não tem atalho. Voe Seguro!”, que alerta para os riscos de contratar empresas ou aeronaves não certificadas. Segundo a agência, operadores irregulares costumam atuar sem cumprir exigências mínimas de manutenção, tripulação e seguro.
A Anac disponibiliza a plataforma Voe Seguro, ferramenta gratuita que permite verificar se a empresa e a aeronave estão autorizadas. A consulta pode ser feita pelo Super App da agência ou pelo site oficial.
Atualmente, o Brasil tem 146 empresas certificadas para táxi aéreo e 40 autorizadas a realizar voos panorâmicos, sendo o maior mercado da América Latina nesses segmentos.