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André Português troca o PL pelo Republicanos e movimenta disputa pelo governo do Rio

A filiação de André Português ao Republicanos, formalizada na quinta-feira (2), em Brasília, mexe no tabuleiro da disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Ex-prefeito de Miguel Pereira, ele deixou o PL em meio à reorganização das forças políticas no estado e passa a circular com mais nitidez como um nome de fora da polarização mais visível da corrida ao Palácio Guanabara.

O movimento foi anunciado pelo próprio político nas redes e ocorreu com a presença do presidente nacional do partido, Marcos Pereira, e do dirigente estadual Luiz Carlos Gomes. Ao confirmar a troca de legenda, André Português disse que inicia um novo ciclo político e vinculou a decisão a uma agenda de segurança, gestão e valores conservadores. “Novo capítulo da minha vida pública”, resumiu André Português ao explicar a mudança.

A troca de partido acontece num momento em que o campo da direita fluminense ainda busca acomodar suas peças. Reportagem da Veja já havia mostrado, em março, que André Português vinha sendo incentivado nos bastidores por Cláudio Castro, embora o ex-prefeito sustente publicamente que sua construção é independente. Naquele momento, ele já conversava sobre uma possível saída do PL para viabilizar o projeto eleitoral.

No cenário mais recente medido pela Real Time Big Data, divulgado pela CNN Brasil em 11 de março, o prefeito Eduardo Paes liderava com 46% das intenções de voto em um dos cenários de primeiro turno. Douglas Ruas, então apresentado como nome do PL, aparecia com 13%. O levantamento reforçou a leitura de que há espaço para novas movimentações no bloco conservador, sobretudo se houver tentativa de construir uma candidatura com perfil mais municipalista e menos dependente da máquina partidária tradicional.

É nesse intervalo que André Português tenta se colocar. A aposta é ocupar uma faixa do eleitorado que não se vê integralmente nem no grupo de Eduardo Paes nem no desenho atual do PL. O cálculo político, claro, ainda depende de alianças, tempo de exposição e capacidade de transformar circulação de bastidor em intenção de voto de verdade.

A filiação ao Republicanos não resolve esse caminho, mas muda o ponto de partida. E, no momento em que o cenário fluminense segue aberto, já é suficiente para embaralhar um pouco mais a disputa de 2026.

Com informações do Agenda do Poder.

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