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A pré-candidatura de Cláudio Castro ao Senado em 2026 passou a depender, de forma explícita, do desfecho de sua batalha judicial. Presidente do PL, Valdemar Costa Neto deixou claro que o partido não pretende bancar um nome cercado por insegurança jurídica depois da condenação imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral.
“O partido não vai correr risco. Cláudio só sai se ganhar o recurso”, disse Valdemar Costa Neto, em declaração publicada nesta quarta-feira. A fala resume o clima no partido: apoio político, agora, só com chance concreta de reversão no tribunal.
Na terça-feira, 24 de março, o TSE condenou Cláudio Castro por 5 votos a 2 e declarou sua inelegibilidade por oito anos. A maioria da Corte apontou abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, em um caso ligado às contratações da Fundação Ceperj e da Uerj.
Depois da decisão, o PL passou a tratar com mais força um plano alternativo para a disputa ao Senado no Rio. Entre os nomes que circulam nos bastidores estão o ex-secretário de Polícia Civil Felipe Curi, o deputado federal Carlos Jordy e o senador Carlos Portinho. Curi, hoje, aparece como o nome mais forte entre os cotados em parte das articulações internas.
Outro nome que segue no radar do partido é o deputado federal Sóstenes Cavalcante, que já vinha sendo tratado desde o fim de 2025 como opção do PL para a vaga ao Senado no estado. Nos últimos dias, ele próprio voltou a admitir a possibilidade de entrar na disputa, caso o cenário interno exija uma rearrumação da chapa.
A discussão interna, portanto, não gira mais só em torno da permanência de Castro. Ela já alcança o tamanho do espaço que será aberto, caso a inelegibilidade se mantenha. Publicamente, o PL evita abandonar o ex-governador. Nos bastidores, porém, o partido testa nomes, mede resistências e tenta não chegar a 2026 preso a uma candidatura judicialmente frágil.