
Ave de rapina rara e imponente, um Gavião-pega-macaco (Spizaetus tyrannus) foi avistado no Parque Estadual da Serra da Concórdia, em Valença, por técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), no início de agosto. Há mais de uma década, o parque, que tem no gavião o seu símbolo, não contava com a presença do pássaro; o que tornou o momento especialmente marcante.
O Gavião-pega-macaco é considerado uma das maiores águias florestais do Brasil. Forte e incomum, a ave vive em matas próximas a rios e é relativamente tolerante a pequenas perturbações ambientais em comparação a outras espécies de águias mais sensíveis, como o Gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus) e o Uiraçu (Morphnus guianensis).

O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, destaca que o retorno da ave de rapina ao parque é uma demonstração da importância e da eficácia da preservação da Mata Atlântica e da biodiversidade da região:
“Esse avistamento reforça a importância da preservação da Mata Atlântica e da biodiversidade da nossa região. Com quase seis mil hectares protegidos, essa unidade de conservação desempenha papel fundamental na manutenção dos corredores ecológicos e dos recursos hídricos, garantindo que espécies emblemáticas como o Gavião-pega-macaco continuem a habitar esses espaços”, disse o secretário.
Graças ao monitoramento de fauna pelos agentes ambientais, através de equipamento fotográfico cedido em parceria do Projeto Animal, a presença do Gavião-pega-macaco pode ser registrada e divulgada.
O Parque Estadual da Serra da Concórdia conta com 5.952, 58 hectares de área de Mata Atlântica, distribuídos em partes dos municípios de Valença e de Barra do Piraí. A unidade de conservação foi criada para assegurar a preservação de remanescentes da floresta e dos rios da região, além de integrar corredores ecológicos garantidores da preservação da diversidade biológica local.