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Após polêmica no Carnaval, vereador quer criar Dia da Família Conservadora no Rio

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polêmica que saiu da Marquês de Sapucaí e foi parar nas redes agora chegou de vez ao plenário. Depois da repercussão do desfile da Acadêmico de Niterói, que apresentou a ala “neoconservadores em conserva”, com fantasias em formato de lata e uma “família tradicional” no rótulo, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro passou a analisar um projeto que cria o Dia da Família Conservadora no calendário oficial da cidade.

A data sugerida é 18 de fevereiro, o mesmo dia associado ao episódio que virou símbolo da discussão e alimentou reações de grupos conservadores e defensores da liberdade artística.

A proposta é do vereador Fernando Armelau (PL). No texto de justificativa, o parlamentar sustenta a família como base da sociedade e como espaço inicial de formação moral, afetiva e cívica. Ele também tenta enquadrar a criação da data como gesto de reconhecimento dentro de uma cidade que, segundo o argumento, deveria acomodar visões diferentes de organização familiar.

“Em uma sociedade verdadeiramente plural, diferentes concepções de organização familiar devem ser respeitadas, inclusive aquelas que optam pela preservação de referências culturais e morais consolidadas ao longo do tempo”, afirmou Fernando Armelau.

O vereador cita que o modelo familiar conservador tem virado alvo de críticas, inclusive em apresentações artísticas e em ambientes acadêmicos. E tenta fazer um ajuste fino na linha do discurso: reconhece a liberdade artística e intelectual, mas diz que ela precisa conviver com respeito a grupos que se identificam com determinados valores.

“A liberdade de expressão artística e intelectual é valor essencial em nosso ordenamento. Contudo, a convivência democrática exige que o exercício dessa liberdade se harmonize com o respeito à dignidade das pessoas e dos grupos sociais que legitimamente se identificam com determinados valores”, justificou Fernando Armelau.

Segundo o parlamentar, a data funcionaria como uma afirmação positiva, conectada ao discurso de pluralismo, liberdade e valorização da família como núcleo social. O projeto está em tramitação na Câmara do Rio e, se aprovado, entra no calendário oficial consolidado por lei municipal.

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