
Antônio Sá
Fiscal de Rendas aposentado do Município do Rio de Janeiro, Ex-Subsecretário de Assuntos Legislativos e Parlamentares do Município do Rio de Janeiro Bacharel em Direito e Economia.
O Festival Mundial de Arquitetura (World Architecture Festival – WAF) é o maior evento de arquitetura anual do mundo, reunindo profissionais e projetos dos cinco continentes em um ambiente que mistura competição, inspiração e networking.
Criado em 2008 pelos britânicos Paul Finch e Jeremy Melvin, o WAF nasceu com a proposta de celebrar e compartilhar a excelência arquitetônica global. Seu formato é único: além da tradicional premiação, ele promove apresentações ao vivo, nas quais os próprios arquitetos defendem seus projetos diante de jurados internacionais em sessões abertas ao público.
Nos primeiros anos, o festival foi sediado em Barcelona (2008 a 2011), depois migrou para Cingapura (2012 a 2015) e, posteriormente, passou por Berlim e Amsterdã. Agora, em sua 16ª edição, o WAF desembarca pela primeira vez nos Estados Unidos, ocupando o Centro de Convenções de Miami Beach, entre os dias 12 e 14 de novembro de 2025.
UMA DISPUTA ACIRRADA E MULTINACIONAL
O WAF 2025 recebeu 771 projetos inscritos neste ano, oriundos de todo o mundo, divididos entre quatro grandes categorias:
- Edifícios Concluídos (Completed Buildings)
- Projetos Futuros (Future Projects)
- Interiores (Inside)
- Paisagem (Landscape)
Dentro dos três primeiros grupos, há diversas subdivisões temáticas que permitem uma avaliação mais precisa. Veja abaixo:
- Edifícios Concluídos (Completed Buildings)
Cívico e Comunitário (Civic and Community)
Reuso Criativo (Creative Re-use)
Cultura (Culture)
Exibição (Display)
Saúde (Health)
Ensino Superior e Pesquisa (Higher Education and Research)
Hotelaria e Lazer (Hotel and Leisure)
Casa e Mansão – Urbano/Suburbano (House and Villa – Urban/Suburban)
Casa e Mansão – Rural/Costeiro (House and Villa – Rural/Coastal)
Habitação (Housing)
Uso Misto (Mixed-use)
Escritórios (Office)
Produção, Energia e Logística (Production, Energy and Logistics)
Retrofit (Retrofit)
Escola (School)
Comércio (Shopping)
Esportes (Sport)
Transporte (Transport) - Projetos Futuros (Future Projects)
Cívico (Civic)
Comercial de Uso Misto (Commercial Mixed-use)
Concursos (Competition Entries)
Cultura (Culture)
Educação (Education)
Projetos Experimentais (Experimental)
Saúde (Health)
Casa / Residência Individual (House)
Infraestrutura (Infrastructure)
Desenvolvimento Voltado ao Lazer (Leisure-led Development)
Planejamento Urbano (Masterplanning)
Escritórios (Office)
Residencial (Residential)
Esportes (Sport)
Desenho Urbano (Urban Design) - Interiores (Inside / Interiors)
Bares e Restaurantes (Bars and Restaurants)
Educação (Education)
Hotéis (Hotels)
Edifícios Públicos (Public Buildings)
Residencial – Casa Individual (Residential – Single Dwelling)
Varejo / Comércio (Retail)
Usos Temporários / Transitórios (Temporary/Meanwhile Uses)
Ambiente de Trabalho – Grande Porte (Workplace – Large)
Ambiente de Trabalho – Pequeno Porte (Workplace – Small) - Paisagem (Landscape)
Este grupo não possui subdivisões: todos os projetos de paisagismo concorrem juntos em uma única categoria ampla, que abrange parques, jardins, espaços públicos abertos e projetos de regeneração urbana ou ambiental.
UM FESTIVAL COM STATUS GLOBAL
O Festival Mundial de Arquitetura (World Architecture Festival – WAF) é o maior evento de arquitetura anual do mundo, reunindo profissionais e projetos dos cinco continentes em um ambiente que mistura competição, inspiração e networking.
Criado em 2008 pelos britânicos Paul Finch e Jeremy Melvin, o WAF nasceu com a proposta de celebrar e compartilhar a excelência arquitetônica global. Seu formato é único: além da tradicional premiação, ele promove apresentações ao vivo, nas quais os próprios arquitetos defendem seus projetos diante de jurados internacionais em sessões abertas ao público.
Nos primeiros anos, o festival foi sediado em Barcelona (2008 a 2011), depois migrou para Cingapura (2012 a 2015) e, posteriormente, passou por Berlim e Amsterdã. Agora, em sua 16ª edição, o WAF desembarca pela primeira vez nos Estados Unidos, ocupando o Centro de Convenções de Miami Beach, entre os dias 12 e 14 de novembro de 2025.
UMA DISPUTA ACIRRADA E MULTINACIONAL
O WAF 2025 recebeu 771 projetos inscritos neste ano, oriundos de todo o mundo, divididos entre quatro grandes categorias:
- Edifícios Concluídos (Completed Buildings)
- Projetos Futuros (Future Projects)
- Interiores (Inside)
- Paisagem (Landscape)
Dentro dos três primeiros grupos, há diversas subdivisões temáticas que permitem uma avaliação mais precisa. Veja abaixo:
- Edifícios Concluídos (Completed Buildings)
Cívico e Comunitário (Civic and Community)
Reuso Criativo (Creative Re-use)
Cultura (Culture)
Exibição (Display)
Saúde (Health)
Ensino Superior e Pesquisa (Higher Education and Research)
Hotelaria e Lazer (Hotel and Leisure)
Casa e Mansão – Urbano/Suburbano (House and Villa – Urban/Suburban)
Casa e Mansão – Rural/Costeiro (House and Villa – Rural/Coastal)
Habitação (Housing)
Uso Misto (Mixed-use)
Escritórios (Office)
Produção, Energia e Logística (Production, Energy and Logistics)
Retrofit (Retrofit)
Escola (School)
Comércio (Shopping)
Esportes (Sport)
Transporte (Transport) - Projetos Futuros (Future Projects)
Cívico (Civic)
Comercial de Uso Misto (Commercial Mixed-use)
Concursos (Competition Entries)
Cultura (Culture)
Educação (Education)
Projetos Experimentais (Experimental)
Saúde (Health)
Casa / Residência Individual (House)
Infraestrutura (Infrastructure)
Desenvolvimento Voltado ao Lazer (Leisure-led Development)
Planejamento Urbano (Masterplanning)
Escritórios (Office)
Residencial (Residential)
Esportes (Sport)
Desenho Urbano (Urban Design) - Interiores (Inside / Interiors)
Bares e Restaurantes (Bars and Restaurants)
Educação (Education)
Hotéis (Hotels)
Edifícios Públicos (Public Buildings)
Residencial – Casa Individual (Residential – Single Dwelling)
Varejo / Comércio (Retail)
Usos Temporários / Transitórios (Temporary/Meanwhile Uses)
Ambiente de Trabalho – Grande Porte (Workplace – Large)
Ambiente de Trabalho – Pequeno Porte (Workplace – Small) - Paisagem (Landscape)
Este grupo não possui subdivisões: todos os projetos de paisagismo concorrem juntos em uma única categoria ampla, que abrange parques, jardins, espaços públicos abertos e projetos de regeneração urbana ou ambiental.
Após uma rigorosa triagem, o Festival selecionou 469 projetos finalistas, distribuídos da seguinte forma:
236 edifícios concluídos
157 projetos futuros
64 projetos de interiores
12 projetos de paisagismo
Os finalistas se apresentarão nos dois primeiros dias do evento, diante de um painel de jurados composto por 164 especialistas de 37 países.
Geograficamente, os escritórios mais representados na lista de finalistas são dos Estados Unidos, com forte presença também de projetos originados na China, Reino Unido, Austrália, Índia, Canadá, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Turquia e Japão.
Entre os escritórios concorrentes estão alguns dos maiores nomes da arquitetura mundial, como Bjarke Ingels Group (BIG), Foster + Partners, Studio Gang, Grimshaw, Nikken Sekkei, Mario Cucinella Architects e Perkins&Will.
O Brasil, com quatro projetos finalistas, também marca sua presença com força.
Sítios oficiais do Festival:
Sítio oficial do WAF 2025:
https://www.worldarchitecturefestival.com/WorldArchitectureFestival2025/en/page/home
Lista completa dos finalistas de 2025:
https://www.worldarchitecturefestival.com/WorldArchitectureFestival2025/en/page/shortlist-2025
BAMBU ATMOSFERA: UM EDIFÍCIO QUE RESPIRA A FLORESTA ATLÂNTICA
O primeiro projeto brasileiro a brilhar na Lista dos finalistas do World Architecture Festival 2025 é o impressionante Bambu Atmosfera, assinado pelo escritório Perkins & Will.
Finalista na categoria Edifícios Concluídos – Habitação (Housing), o empreendimento fica em Ubatuba, no litoral norte do estado de São Paulo, em plena Mata Atlântica.
Trata-se de um edifício residencial multifamiliar que vai muito além da estética: é uma celebração ao material mais simbólico do projeto — o bambu — que, aqui, atua como protagonista, envolto em tecnologia, sustentabilidade e beleza natural.
Um edifício que se move e respira
O Bambu Atmosfera tem um diferencial marcante: suas fachadas são integralmente revestidas com ripas verticais de bambu tratado, formando um brise-soleil articulado e interativo, que permite controle de luz e ventilação. Essas palhetas móveis criam um efeito visual fascinante, transformando o edifício em um organismo vivo, em diálogo constante com o ecossistema ao seu redor.
Além da estética singular, o uso do bambu não é apenas simbólico, mas profundamente sustentável. O material foi escolhido por ser abundante e de fácil cultivo na região, além de envolver mão de obra local e reduzir a pegada de carbono da construção.
O projeto possui cinco andares, distribuídos em um terreno de 1.843 m², com apartamentos de 62 m² a 110 m², todos com vista para o mar e integrados à natureza. A planta em formato de “U” forma uma ampla praça interna, repleta de espécies nativas da Mata Atlântica, conectando espaços externos e internos em uma perfeita harmonia tropical.
Além do bambu, o projeto se destaca por suas soluções climáticas:
Painéis móveis que controlam ventilação e iluminação natural
Estrutura que favorece o resfriamento passivo e o conforto térmico
Integração total entre espaços internos e o entorno natural
Materiais complementares como aço galvanizado, pedras verdes e madeira, que reforçam o diálogo com o ambiente.
Esse projeto prova que é possível, sim, construir de forma elegante e responsável, respeitando o bioma brasileiro e elevando-o ao patamar internacional.
Veja esse projeto no seguinte sítio: https://www.worldbuildingsdirectory.com/entries/bambu-atmosfera/
PAB HOUSE: UM REFÚGIO QUE DIALOGA COM A PAISAGEM
O segundo representante brasileiro no World Architecture Festival 2025 é a belíssima PAB House, projetada pelo escritório SAAG Arquitetura.
Finalista na categoria Edifícios Concluídos – Casa & Vila (Rural/Costeira), a residência localiza-se em Indaiatuba, no interior do estado de São Paulo, cercada por vegetação nativa preservada.
Mais do que uma casa, trata-se de um refúgio contemporâneo onde arquitetura e paisagem se entrelaçam com sutileza e equilíbrio.
Um lar que abraça o campo
A PAB House foi pensada para oferecer uma experiência de aconchego absoluto. Seu layout em formato de “L”, com linhas horizontais discretas, respeita o relevo natural do terreno e minimiza o impacto visual sobre a paisagem.
O projeto valoriza a privacidade e o contato com a natureza:
Os ambientes sociais são totalmente integrados ao exterior, com grandes aberturas para a reserva verde aos fundos do terreno.
Os espaços íntimos, como quartos e banheiros, ficam protegidos no volume mais fechado da casa.
A piscina orgânica reforça a sensação de integração, como se estivesse abraçada pela vegetação.
Materiais e memórias que acolhem
A arquitetura da PAB House vai além da estética: ela celebra o tempo e as memórias, com uma cuidadosa seleção de materiais naturais:
Madeira bruta, pedra orgânica e vegetação nativa dominam o conjunto.
Elementos como pérgolas, telhado de metal e volumes geométricos reinterpretam com linguagem contemporânea a clássica casa de campo brasileira.
A paleta de texturas cria uma atmosfera calorosa e sensorial, com forte apelo emocional.
Na fachada voltada para a rua, aberturas estreitas garantem privacidade e ventilação. Um discreto jogo de volumes e proporções harmoniza o conjunto, transmitindo serenidade e sofisticação.
Um exemplo de arquitetura sensível e integrada
A PAB House representa uma arquitetura que respeita e valoriza o entorno natural, oferecendo uma vivência equilibrada entre o conforto contemporâneo e a simplicidade do campo.
Sua seleção para a Lista dos finalistas do WAF 2025 reforça a força da projetos residenciais de alta qualidade, que conseguem preservar a conexão entre o lar, a memória e a paisagem.
Veja esse projeto no seguinte sítio: https://www.worldbuildingsdirectory.com/entries/pab-house/
RIO AI CITY: UMA CIDADE DE DADOS COM VISÃO SUSTENTÁVEL
O terceiro projeto brasileiro no World Architecture Festival 2025 é um caso à parte. Trata-se do Rio AI City, concebido pelo escritório Hyphen em parceria com a Elea Data Centers, um projeto grandioso e visionário localizado no Parque Olímpico do Rio de Janeiro.
Ele está inscrito em duas categorias de Projetos Futuros:
Future Projects – Infrastructure (Infraestrutura)
Future Projects – Masterplanning (Planejamento Urbano)
A nova fronteira da arquitetura digital
O Rio AI City propõe a criação de um dos maiores e mais inovadores complexos de data centers do mundo, com o diferencial de ser um empreendimento aberto e integrado à vida urbana — o oposto das tradicionais estruturas isoladas e impenetráveis.
Instalado sobre a infraestrutura legado das Olimpíadas de 2016, o projeto busca estabelecer o primeiro distrito de inteligência artificial sustentável da América Latina, com capacidade escalável de até 3,2 gigawatts de energia, totalmente renovável e certificada.
O campus, formado por até 30 edifícios modulares, é muito mais que uma central de dados. Ele integra espaços de escritório, hotelaria, varejo, áreas públicas e de lazer, além de corredores verdes que conectam os edifícios e ampliam o contato humano com a natureza.
Um projeto enraizado no bioma local
Outro grande diferencial do Rio AI City é seu profundo respeito ao meio ambiente:
Fachadas verdes, telhados ecológicos e jardins filtrantes são elementos centrais do masterplan.
Espécies nativas da Mata Atlântica foram incorporadas ao projeto para criar corredores de biodiversidade e reforçar o ecossistema local.
As soluções de resfriamento passivo, captação de águas pluviais e proteção térmica contribuem para o conforto térmico e a eficiência energética.
Os edifícios serão pré-fabricados, com estrutura modular que permite rápida construção e expansão futura, ao mesmo tempo que promove flexibilidade operacional e social.
Uma nova era para a arquitetura de infraestrutura
O Rio AI City não apenas revoluciona a forma de projetar data centers, mas também lança um olhar latino-americano e humano sobre o impacto das infraestruturas digitais nas cidades.
Mais do que um projeto tecnológico, ele se propõe a ser um símbolo de integração entre:
Inteligência artificial
Sustentabilidade ambiental
Vida urbana vibrante e acessível
Dois reconhecimentos simultâneos
A seleção do Rio AI City em duas categorias de Projetos Futuros no WAF 2025 é um marco para o Brasil, comprovando o potencial do país em planejar cidades mais inteligentes, sustentáveis e integradas ao cotidiano.
Veja esse projeto no seguinte sítio: https://www.worldbuildingsdirectory.com/entries/rio-ai-city-2/
ANGRA HOUSE: UM REFÚGIO LITORÂNEO ENTRE PEDRAS, MADEIRAS E LUZ
Encerrando a seleção brasileira no World Architecture Festival 2025, a elegante e acolhedora Angra House representa o país na categoria Interiores – Residencial (habitação individual).
Projetada pelo prestigiado Studio Arthur Casas, a casa está situada em Angra dos Reis, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, e passou por uma profunda renovação, que abrangeu tanto a arquitetura quanto os interiores.
Um projeto entre o mar e a montanha
À beira-mar e abraçada pela vegetação exuberante da região, a Angra House é um refúgio de veraneio que valoriza:
- As pedras brutas do terreno
- Os tetos de palha tecida
- As estruturas de madeira
- E as icônicas mashrabiyas dobráveis, típicas do repertório arquitetônico brasileiro.
- A casa, originalmente construída na década de 1980, foi totalmente reimaginada para se adaptar ao novo estilo de vida de um casal com dois filhos que desejava um espaço fluido e acolhedor para receber amigos e familiares.
Arquitetura e interiores em simbiose total
Distribuída em cinco níveis desdobrados, a casa agora acomoda uma variedade de ambientes de lazer e descanso:
- Nível de entrada: piscina, área gourmet, espaços ao ar livre, adega e três suítes de hóspedes.
- Nível intermediário inferior: academia, sala de jogos, sauna e sala de massagem.
- Porão: cinema privativo.
- Andares superiores: salas de estar e jantar integradas ao terraço, além das áreas íntimas com quartos, cozinha e acomodações para funcionários.
Materialidade que dialoga com o entorno
O grande charme da Angra House está no uso minucioso de materiais:
- Pedras locais ásperas, cuidadosamente escolhidas para criar uma paleta suave e natural.
- Decks de madeira, tetos com vigas aparentes e mashrabiyas de madeira acetilada que controlam luz e ventilação.
- Telhas cerâmicas claras e tetos de palha, unindo tradição e contemporaneidade com leveza.
- A casa cria uma experiência sensorial e visual intensa, onde o design interior não se separa da arquitetura, mas atua como um complemento direto ao cenário natural.
Imersão constante na natureza
Mesmo em áreas mais internas, a residência mantém um elo com o exterior:
- Jardins internos com espécies nativas
- Claraboias e pérgulas que trazem luz natural
- Vista permanente para o mar e para a vegetação circundante.
- Mobiliário brasileiro artesanal, peças de design nacional e internacional, além de criações exclusivas do próprio Arthur Casas, completam o cenário com uma paleta neutra, que reforça a tranquilidade e coloca a natureza como protagonista.
Sofisticação tropical na vitrine global
A seleção da Angra House na Lista dos finalistas do WAF 2025 reforça a habilidade do Brasil em criar residências sofisticadas, acolhedoras e perfeitamente integradas ao seu contexto natural.
Ela não é apenas uma casa: é um exemplo magistral de como a arquitetura brasileira pode unir tradição, elegância e funcionalidade.
Veja esse projeto no seguinte sítio: https://www.worldbuildingsdirectory.com/entries/angra-house/
Um registro adicional importante
Vale ressaltar que este levantamento foi inteiramente focado nos projetos localizados no Brasil que integram a Lista de finalistas do Festival Mundial de Arquitetura 2025. O critério adotado neste artigo foi claro: reunir e destacar exclusivamente obras situadas em território brasileiro, independentemente de seus autores ou da nacionalidade dos escritórios participantes.
No entanto, durante a apuração, descobri que há também um projeto desenvolvido por um escritório brasileiro, mas que se encontra fora do Brasil e, por isso, não foi incluído entre os quatro apresentados neste artigo.
Trata-se da Albuquerque Foundation, localizada em Sintra, Portugal, um projeto assinado pelo prestigiado escritório Bernardes Arquitetura, que possui sedes no Rio de Janeiro, em São Paulo e também em Lisboa.
O projeto foi selecionado na categoria Edifícios Concluídos – Cultura (Culture) e consiste na transformação de um edifício histórico em um centro cultural dedicado à exposição de uma das maiores coleções de cerâmica chinesa das dinastias Ming e Qing. A obra combina a preservação dos elementos arquitetônicos originais com uma intervenção contemporânea sofisticada, criando uma integração delicada entre o patrimônio construído e o exuberante jardim da região de Sintra.
Embora não faça parte do escopo deste artigo, que se concentra nos projetos localizados no Brasil, a presença desse projeto no Festival reforça a capacidade dos escritórios brasileiros de atuar com excelência também no cenário internacional, levando a arquitetura nacional para além das fronteiras geográficas.
Veja esse projeto no seguinte sítio: https://www.worldbuildingsdirectory.com/entries/albuquerque-foundation/
UM BRASIL QUE BRILHA PELA QUALIDADE
Com seus quatro projetos na Lista de finalistas do World Architecture Festival 2025, o Brasil não apenas marca presença, mas reafirma seu lugar entre as nações que produzem uma arquitetura vibrante, sensível ao meio ambiente e alinhada às necessidades contemporâneas.
De Norte a Sul, das casas de veraneio aos grandes centros urbanos, esses projetos traduzem a essência da arquitetura brasileira:
- O Bambu Atmosfera, em Ubatuba, celebra o uso inteligente de materiais locais e soluções sustentáveis para habitação coletiva.
- A PAB House, em Indaiatuba, redefine o conceito de casa no campo, em harmonia com o entorno natural.
- O Rio AI City, no Rio de Janeiro, projeta o país no cenário tecnológico global, com uma proposta urbana ousada e ecológica.
- E a Angra House, em Angra dos Reis, encanta ao unir sofisticação, tradição e um profundo respeito pela paisagem costeira.
Muito além do número de inscritos
Mesmo sem estar entre os países com maior quantidade de projetos na Lista de finalistas — dominada por potências como Estados Unidos, China, Reino Unido e Austrália — o Brasil demonstra que a verdadeira força de sua arquitetura está na qualidade e na diversidade.
Cada um desses projetos conta uma história distinta:
- Uma celebração da biodiversidade e dos materiais naturais.
- Uma aposta no bem-estar e no conforto sustentável.
- Um olhar para o futuro urbano e digital, sem abrir mão da responsabilidade ecológica.
- E uma delicada costura entre o passado e o presente nas residências de veraneio.
Um orgulho brasileiro no palco mundial
Independentemente dos resultados no Festival, a presença desses projetos já é, por si só, uma vitória.
Eles provam que a arquitetura brasileira tem muito a ensinar ao mundo — não apenas pelas suas formas e estéticas, mas pelo modo como integra as pessoas, o clima, a cultura e o ambiente natural.
A arquitetura do Brasil continua sendo, como sempre foi, uma arte que acolhe, protege e encanta.
As opiniões expressas neste artigo são de exclusiva responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a posição do jornal.