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Barracas de comida são impedidas de funcionar na Feira da Glória, e feirantes denunciam prejuízo

Foto: Reprodução

A tradicional Feira da Glória, realizada todos os domingos na Zona Sul do Rio, foi alvo de uma ação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SEOP) na manhã deste domingo (13). Cerca de 80 barracas de comida foram impedidas de funcionar, gerando revolta e prejuízo entre os trabalhadores. A medida ocorreu justamente na semana em que a feira foi reconhecida como patrimônio histórico, cultural e imaterial do Estado do Rio de Janeiro.

Segundo os vendedores afetados, nenhum aviso prévio foi emitido pelas autoridades municipais. Muitos já estavam com os pratos prontos para a venda quando foram surpreendidos pela fiscalização, que também contou com o apoio da Subprefeitura do Centro. As barracas estavam sendo montadas em um trecho da Avenida Augusto Severo, onde os comerciantes dizem atuar há anos.

A Prefeitura alegou que as estruturas instaladas pelos feirantes “extrapolam o traçado autorizado para a feira livre”. Em nota enviada ao jornal O Globo, a SEOP informou que realiza ações de ordenamento urbano na Feira da Glória todos os domingos, com o objetivo de garantir “a organização do espaço público e a harmonia entre feirantes, pedestres e demais usuários da via”.

Ainda de acordo com a secretaria, as barracas em questão ocupavam áreas consideradas de preservação, como canteiros com árvores, jardins e até um ponto de ônibus. A pasta informou ainda que cadeiras estavam dispostas de forma irregular na parada de ônibus, apontadas como exemplo das infrações encontradas. Os responsáveis foram orientados a desmontar as estruturas e deixar o local.

Os feirantes, por sua vez, argumentam que a feira tem crescido nas últimas semanas, com a chegada de novos expositores. Eles suspeitam que reclamações de moradores da região possam ter motivado a operação, embora a SEOP não tenha confirmado esse motivo.

A situação reacende o debate sobre a falta de diálogo entre o poder público e os trabalhadores informais, especialmente em um momento simbólico para a feira, que acaba de receber reconhecimento oficial por sua importância cultural. Para os feirantes, a ausência de comunicação e a repressão sem aviso prévio aumentam a insegurança em relação ao futuro da atividade.

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