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Bem preservado, Parque dos Três Picos registra presença de tamanduá-mirim

Crédito: Juran Santos

Um tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) foi flagrado passeando no Pico da Caledônia, dentro do Parque Estadual dos Três Picos, em Nova Friburgo. A presença do animal foi registrada pela câmera do ambientalista Juran Santos, por meio do Projeto Aventura Animal, parceiro do Inea -administrador o parque.

O Pico da Caledônia fica a mais de 2 mil metros de altitude e faz parte da Mata Atlântica. O secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, Bernardo Rossi, celebrou a presença do tamanduá-mirim na mata, fato que evidencia o êxito dos programas de preservação ambiental adotados pela secretaria:   

“A região dos Três Picos é uma área muito rica em biodiversidade, inserida dentro de um grande fragmento de Mata Atlântica que está protegido pelos órgãos ambientais estaduais. Esse registro tão belo nos emociona muito, é gratificante poder ver um animal saudável em uma área que está sob nossas políticas de proteção”, disse Rossi.

Encontrado na Venezuela ao norte da Argentina e Uruguai e em todo o território brasileiro, o tamanduá-mirim é um mamífero que mede entre 45 a 85 cm de comprimento. O animal é reconhecido, sobretudo, por seu padrão de pelagem no qual parece usar um colete preto; apesar da sua coloração variar entre as cores preta e marrom.

Ao se alimentar de insetos, o tamanduá-mirim exerce papel fundamental na natureza, pois ajuda a controlar suas as populações, mantendo o equilíbrio do ecossistema. O uso das suas garras afiadas para abrir formigueiros e cupinzeiros ajuda a revolver e aerar o solo, facilitando o ciclo de nutrientes e contribuindo para a saúde do meio ambiente.

Sobre o parque

O Parque Estadual dos Três Picos ocupa cerca de 65 mil hectares e é a maior unidade de conservação fluminense. O território abrange as cidades de Teresópolis, Guapimirim, Nova Friburgo, Cachoeiras de Macacu e Silva Jardim, na Região Serrana.

O local concentra o mais elevado índice de biodiversidade de todo o Estado do Rio de Janeiro. A variação é explicada pelas altitudes de 100 até os 2.316 m do Pico Maior.

O Parque é reconhecido internacionalmente como uma IBA (Important Bird and Biodiversity Area), ou seja, uma área prioritária para conservação da biodiversidade de aves, pela BirdLife International.

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