
PT joga a toalha
A direção do PT fluminense não pretende priorizar temas ao gosto do segmento evangélico na campanha ao Senado de Benedita da Silva, presbiteriana de longa data.
PT joga a toalha II
A postura dos dirigentes locais reconhece uma derrota que os líderes de Brasília resistem em aceitar. Apesar das inúmeras tentativas, o presidente Lula e seus conselheiros não conseguiram furar a bolha do mundo evangélico pentecostal e neopentecostal, identificado com a direita e com pautas conservadoras.
PT joga a toalha III
Mesmo com os mapas eleitorais de suas candidaturas mostrando uma participação significativa do voto religioso, Benedita deve priorizar o que já pratica: centrar seu discurso em pautas dos movimentos sociais, na defesa de direitos conquistados e, hoje, ameaçados, e caminhar ao lado dos setores de perfil progressista.
PT joga a toalha IV
A decisão do PT vai na contramão do que mostram os números do último censo do IBGE. Atualmente, os evangélicos já representam cerca de 35% do eleitorado fluminense, com viés de crescimento.
PT joga a toalha V
Nesse percentual ascendente, estão inclusos os religiosos de denominações mais antigas e simpáticas às propostas ditas de esquerda, como distribuição de renda, direitos humanos e democratização da educação, entre outros. Luterana, Presbiteriana, Maranata e partes da Batista e da Assembleia de Deus são algumas delas. O mundo evangélico não é uníssono.
O DNA do Maxwell
Os pré-candidatos às eleições deste ano com reduto eleitoral na Grande Tijuca estão inquietos na fila do DNA para definir quem é o pai do Esporte Clube Maxwell, situado entre os históricos bairros do Grajaú e Vila Isabel.
O DNA do Maxwell II
Abandonado há nove anos, o clube será revitalizado pelo governo estadual, dono do prédio degradado e invadido em plena avenida de mesmo nome. Vai virar o 1º Centro Estadual Paralímpico de alto rendimento, com piscina olímpica, consultórios médicos e alojamento.
O DNA do Maxwell III
O governador Cláudio Castro fez o anúncio esta semana e apresentou o projeto já em fase final de aprovação na burocracia estatal. Chamou para posar na foto os deputados estaduais aliados Fred Pacheco (Mobiliza) e Alexandre Knoploch (PL).
O DNA do Maxwell IV
No mesmo dia, o vereador Rafael Aloisio de Freitas, do PSD, mesmo partido do prefeito Eduardo Paes, já se apressou em divulgar um vídeo divulgando o projeto do filho bonito. Teve o cuidado de citar os dois deputados envolvidos. Afinal, é pai do Parque Piedade e sofreu na pele com falsas paternidades.
O DNA do Maxwell V
Pacheco justifica a paternidade lembrando que é presidente da Comissão da Pessoa com Deficiência da Alerj. Knoploch lembra que foi presidente da Associação de Moradores da Tijuca, seu reduto eleitoral e bairro vizinho do filho futuramente revitalizado.
O DNA do Maxwell VI
Se realmente o projeto sair do papel, o Clube Maxwell tem tudo para chegar ao pleito de outubro com vários pais, padrinhos e amigos inesperados. Só para lembrar: a Grande Tijuca tem hoje mais de 300 mil habitantes, ouro para os olhos dos candidatos.