quinta-feira, 8 de outubro de 2026 - 8:03

  • Home
  • Destaque
  • Bike Rio lidera o ranking do serviço em cidades do país

Bike Rio lidera o ranking do serviço em cidades do país

À frente de capitais como São Paulo, cidade tem alta taxa de utilização de bicicletas alugadas, mas perde em vagas

GUSTAVO RIBEIRO

Rio – Embora tenha desafios a superar, a rede carioca de bicicletas compartilhadas — BikeRio — foi a que apresentou os melhores índices de desempenho e eficiência em um estudo que comparou quatro capitais com serviços desse tipo no Brasil. A constatação é do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), que também avaliou os sistemas de Belo Horizonte, São Paulo e Brasília.

A dados foram coletados entre junho e novembro de 2015. O Rio saiu na frente com maior número de estações (3,13) por quilômetro quadrado, maior taxa da população residente na área do sistema e diretamente beneficiada (16,09%), maior quantidade de vagas para cada bicicleta nas estações (3,86), evitando dificuldades de estacionamento, e maior média de viagens feitas por cada magrela (6,88) em um dia.

Os dois primeiros resultados foram obtidos a partir de informações fornecidas pelas operadoras e os dois últimos tiveram como base ferramenta de verificação independente que atualiza os dados de cada sistema por meio de consultas nos sites da operadora a cada 30 minutos e no site Trem Útil, criado em Belo Horizonte e que monitora estações de bikes de todo o país.

“Esses sistemas de compartilhamento nos transportes levam tempo para se assentar até que a população entenda como funcionam. Talvez o fato de o Rio ter o mais antigo sistema em relação às outras cidades tenha influenciado”, avalia Thiago Benicchio, gerente de Transportes Ativos do ITDP Brasil.

O BikeRio iniciou suas operações em outubro de 2011, o BikeSampa, em maio de 2012, e o BikeBrasília e BikeBH, em junho de 2014. O Rio fica atrás das demais somente no quesito quantidade de bicicletas por habitante. Um guia formulado pela entidade recomenda, no mínimo, a disponibilidade de 10 a 30 bikes para cada 1.000 habitantes da área onde a rede está instalada. Isso permite que o cidadão não fique a pé pela ausência de veículos.

A média no Rio, segundo informações cedidas pela operadora ao ITDP, foi de quase duas (1,88) bicicletas por 1.000 pessoas. Com a verificação independente, a taxa foi pior: menos de uma ‘laranjinha’ (0,77) para a mesma quantidade de moradores. Brasília foi a única que alcançou a meta, com 11,88 bikes a cada 1.000 pessoas.

Para Thiago Benicchio, do ITDP, outro desafio do Rio é ampliar a área de cobertura do serviço conectando com as estações de transporte público.

VEJA MAIS

Estudantes fazem ato no Rio de Janeiro em defesa de voto em Lula

Estudantes organizaram nesta quarta-feira (7) um ato no Rio de Janeiro em defesa da candidatura…

Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre apoio ao fim da escala 6×1

O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira…

Melhor investimento em saúde pode evitar 739 mil mortes no Brasil

Aumentar os investimentos em saúde de forma direcionada pode prevenir 739 mil mortes prematuras no…

Ir para o conteúdo