quarta-feira, 7 de outubro de 2026 - 10:08

  • Home
  • Rio de Janeiro
  • Botafogo volta a correr risco de transfer ban em meio à crise financeira

Botafogo volta a correr risco de transfer ban em meio à crise financeira

Junior Santos. Palmeiras x BOTAFOGO pelo Campeonato Brasileiro no Estadio Allianz Parque, 18 de Marco de 2026, Sao Paulo, SP, Brasil. Foto: Vitor Silva/Botafogo.

O Botafogo voltou a acender o sinal vermelho fora de campo. A Fifa condenou o clube a quitar uma dívida com o Zenit, da Rússia, pela contratação do atacante Artur, e o risco de novo transfer ban já está no horizonte. O problema não aparece isolado. Ele se encaixa num quadro mais amplo de aperto financeiro, atrasos e desgaste institucional que acompanha a SAF alvinegra desde o início do ano.

A pendência com o clube russo é de 5,7 milhões de euros, algo em torno de R$ 34 milhões a R$ 35 milhões, referentes a três parcelas em atraso. Segundo reportagens confirmadas pelo ge e pela CNN Brasil, o Botafogo pretende recorrer da decisão, mas o prazo costuma ser de 45 dias. Se não pagar, o clube pode voltar a ser impedido de registrar jogadores.

O caso pesa ainda mais porque o clube já havia enfrentado um transfer ban neste começo de 2026 por causa da dívida ligada à contratação de Thiago Almada. Ou seja, não se trata de um acidente pontual. O que aparece agora é a repetição de um padrão: compromissos assumidos, caixa pressionado e a necessidade de correr atrás do prejuízo quando a cobrança já virou sanção.

A crise não ficou restrita ao mercado de transferências. Em janeiro, o ge revelou que o elenco convivia com atraso de direitos de imagem, enquanto a diretoria adotava corte de gastos em vários departamentos. O clube chegou a quitar parte desses valores para reduzir a tensão interna, mas o episódio mostrou que o problema já tinha transbordado do escritório para o vestiário.

Por trás disso está também a turbulência da Eagle Football, grupo ligado a John Textor. Em outubro de 2025, o ge mostrou que a Ares Management, credora da holding, concedeu um alívio temporário para não executar garantias de uma dívida de cerca de US$ 450 milhões. Nesse pacote estão ativos ligados a Lyon, Botafogo e Molenbeek. Parte da fatia do Crystal Palace foi vendida por 190 milhões de libras, e uma parte desse valor ficou com a credora.

O imbróglio com o Lyon também ajuda a contar essa história. Em agosto de 2025, uma carta assinada pelo então CEO Thairo Arruda apontou que o Botafogo havia emprestado 122 milhões de euros ao clube francês desde 2023, valor equivalente a R$ 771 milhões nas cotações das datas das operações. O documento dizia que o dinheiro serviu para ajudar no fluxo de caixa do time europeu e em exigências regulatórias na França.

Dentro de campo, o estrago ajuda a agravar o clima. O Botafogo entrou nesta reta de março afundado em crise esportiva, na zona de rebaixamento do Brasileirão e cercado de críticas ao trabalho de Martín Anselmi. O time chegou ao sorteio da Sul-Americana sob o peso de derrotas seguidas no campeonato e da eliminação precoce na Libertadores.

No fim, o risco de transfer ban por causa de Artur é só a face mais recente de um problema maior. O Botafogo não lida apenas com uma dívida específica. Lida com uma engrenagem financeira instável, pressionada por decisões passadas, por pendências internacionais e por uma estrutura de grupo que, até aqui, produziu mais incerteza do que proteção.

Com informações da Placar e do ge.

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Lula cobra Flávio Bolsonaro sobre apoio ao fim da escala 6×1

O candidato à reeleição nas eleições 2026, Luiz Inácio Lula da Silva, desafiou nesta quarta-feira…

Melhor investimento em saúde pode evitar 739 mil mortes no Brasil

Aumentar os investimentos em saúde de forma direcionada pode prevenir 739 mil mortes prematuras no…

Mendonça multa Flávio por impulsionar post negativo contra Lula

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (5) multar o…

Ir para o conteúdo