Pedro Henrique Miranda Fonseca
Fundado em 1887 por Antônio Augusto de Azevedo (1864–1929), o primeiro número do Brasil Médico saiu em 15 de janeiro (sábado), apresentando-se com as seguintes secções: Trabalhos originais; Registro clínico; Clínica e Terapêutica; Revista dos jornais estrangeiros; Sociedades científicas; Revista crítica dos trabalhos novos sobre medicina e Noticiário. Apresentou-se com o objetivo de preencher uma lacuna e prestar bons serviços a seu público-alvo, vulgarizando os conhecimentos científicos produzidos aqui e no exterior.
A periodicidade foi semanal até 1960; mensal, a partir de 1961 até 1965; e bimensal, de 1966 até 1971.
Os editores foram:
- Azevedo Sodré, até sua morte, em 3 de fevereiro de 1929;
- Fábio e Luís Sodré, de 1929 até 1948;
- Policlínica Geral do Rio de Janeiro, de janeiro de 1949 até 1971. O último número foi de julho-agosto de 1971.
Importantes descobertas foram publicadas neste periódico, das quais convém destacar:
- Paracoccidioidomicose, blastomicose sul-americana ou Micose de Lutz – Ano XXII, número 13, 1908, páginas 121–124, e número 15, 1908, páginas 141–144.
- Tripanossomíase americana ou Doença de Chagas – Ano XXII, número 16, 1909, página 161.
Em seus oitenta e quatro anos de vida, O Brasil Médico cumpriu fielmente o objetivo ao qual se propôs. Até o aparecimento das Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, em 1909, foi, juntamente com a Gazeta Médica da Bahia, o mais importante periódico médico do país, onde importantes nomes da medicina brasileira publicaram contribuições, tais como: João Vicente Torres Homem, Hilário de Gouvea, Júlio Rodrigues de Moura, Pedro Severiano de Magalhães, João Pizarro Gabizo, Clementino Fraga, Antônio Austregésilo, Antônio de Almeida Prado, Nina Rodrigues, Eduardo Rabello Júnior, Edgard de Cerqueira Falcão, Pedro da Silva Nava, além dos já citados Adolpho Lutz e Carlos Chagas. Para os padrões nacionais, a sua sobrevivência foi longa.