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Brasil registra menor taxa de mortes violentas desde 2011, mas letalidade policial aumenta

Amapá é o estado mais violento do país, enquanto Maranguape, no Ceará, é a cidade com a maior taxa de violência, com 79,9 mortes por 100 mil habitantes

Tomaz Silva/Agência BrasilRio de Paz faz ato contra mortes de crianças por violência, na praia de Copacabana

O Brasil contabilizou 44.127 mortes violentas intencionais em 2024, o que representa a menor taxa desde 2011. Esse número reflete uma redução de 5% em comparação a 2023 e de 8% em relação a 2022. As mortes violentas intencionais englobam homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais que resultam em morte e casos de letalidade policial. O número de mortes decorrentes de intervenções policiais foi de 6.243, apresentando uma diminuição de 2,7% em relação ao ano anterior, embora a letalidade policial tenha aumentado. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e foram divulgados nesta quinta-feira (24).

O estado do Amapá se destacou como o mais violento do país, com uma taxa alarmante de 45,1 mortes para cada 100 mil habitantes. Em contrapartida, São Paulo registrou um aumento de 7,5% nas mortes violentas. Maranguape, no Ceará, foi identificada como a cidade com a maior taxa de violência, com 79,9 mortes por 100 mil habitantes. O crescimento da letalidade policial em algumas regiões está diretamente relacionado ao aumento da violência.

No que diz respeito aos homicídios de mulheres, 40% foram classificados como feminicídio, totalizando 1.492 vítimas. Além disso, crimes sexuais, como estupro e estupro de vulnerável, atingiram números alarmantes, com 87.545 ocorrências registradas. O número de mortes entre adolescentes de 12 a 17 anos também cresceu, com 2.103 vítimas, e uma em cada cinco mortes violentas de crianças e adolescentes foi atribuída à ação policial.

Os crimes patrimoniais apresentaram um cenário misto, com quedas nos roubos e furtos de celulares, mas um aumento significativo no estelionato, que alcançou 2,16 milhões de casos. A população carcerária do Brasil cresceu 6,3%, totalizando 906 mil detentos, com aumentos notáveis em estados como Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. O número de adolescentes em regime fechado também subiu, atingindo a marca de 12 mil.

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O tema de segurança é um das maiores preocupações da população, como registrado em diversas pesquisas e deve ser tema central nas eleições de 2026. O governo visa aumentar o protagonismo federal em relação ao assunto com a PEC da Segurança, que está em trâmite no Congresso.

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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