
Mais uma obra foi retirada do Passeio Público. Na manhã desta terça-feira (16/09), o busto de Mestre Valentim, localizado na entrada do jardim histórico, foi encontrado tombado sobre o chão. A Secretaria de Conservação informou que a peça foi recolhida ainda para preservação, enquanto a Gerência de Monumentos avalia os danos e decide se a obra original será restaurada ou substituída por uma réplica. Segundo informações da pasta, o busto foi derrubado por um veículo.
“Lamentavelmente, a homenagem ao Mestre Valentim, autor do Passeio Público e de tantas obras do parque, foi encontrada com a estrutura tombada. Uma imagem que nos entristece. Uma cidade sem memória é uma cidade morta”, disse o secretário Diego Vaz. Ele explicou que os monumentos podem ser levados para um futuro museu, se necessário, garantindo que a história do parque seja preservada.
O busto foi inaugurado em 1º de março de 1913, no centenário da morte do artista, arquiteto, paisagista e escultor que marcou a arquitetura do Rio Colonial. Mestre Valentim foi o primeiro a fundir peças em bronze e ferro na cidade, deixando legado em obras icônicas como o Chafariz dos Jacarés e a Fonte do Menino.
Vandalismo em série
O vandalismo contra os monumentos do Passeio Público não é novidade. Há um mês, as esculturas do Chafariz dos Jacarés — obra de 1783, tombada pelo Iphan — sofreram tentativa de furto e precisaram ser retiradas em uma operação emergencial que durou três horas, com maquinário especializado.
Com a retirada do busto de Mestre Valentim, o Passeio Público passa a ter sete monumentos acautelados: os jacarés do chafariz, o anjinho da Fonte do Menino, as estátuas Verão e Primavera e os bustos de Castro Alves e de Ferreira Araújo. A prefeitura diz realiza vistorias preventivas e manutenção para tentar evitar novos danos. Denúncias de vandalismo podem ser feitas pelo telefone 1746
Um processo de revitalização está previsto para o ano que vem, com licitação marcada. O objetivo é recuperar os monumentos, restaurar gradis, calçadas e o paisagismo original do francês Auguste Glaziou, devolvendo ao jardim o charme e a relevância de seus tempos áureos.